Entidade alerta mutuários de contratos antigos
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quinta-feira, 10 de maio de 2007
Da Redação<br>Reportagem Local 
O presidente da Associação Nacional dos Mutuários do Paraná (ANM-PR), Luiz Alberto Copetti, faz um alerta às pessoas que têm contratos de casa própria antigos (1988 a 1994): é preciso observar o valor das prestações que estão sendo pagas, pois na maioria dos casos esse valor não tem sido suficiente para pagar os juros cobrados no contrato. ''Isso gera uma amortização negativa da dívida e essa diferença é jogada para o saldo devedor impagável'', disse ele.
O que tem sido observado, conforme Copetti, é que o mutuário acha que quando pagar a última prestação do financiamento o imóvel estará completamente quitado, mas com o tipo de cobrança e juros praticados isso não tem acontecido. ''O mutuário vai pagando e não vê o saldo diminuir. É a capitalização desleal da dívida sobre o contrato'', enfatizou.
Em visita a Londrina desde o início da semana, Copetti disse que é possível negociar essa dívida tanto nos casos de contratos em que não há a cobertura do chamado Fundo de Compensações e Variações Salariais (FCVS), onde mutuário tem que pagar o saldo residual, que muitas vezes é bem maior que o valor do imóvel. Como nos casos que os mutuários tenham a cobertura do FCVS e pagam prestações elevadas. ''Alguns de nossos associados têm conseguido bons descontos nas audiências de conciliação, que estão sendo realizadas desde o ano passado'', comentou. As audiências são com a Empresa Gestora de Ativos (Engea) que administra esses contratos de casa própria.
Alguns descontos chegam a 70% do valor do imóvel para quitação. Segundo Copetti, um caso com desfecho positivo foi o do mutuário Clóvis de Oliveira que, em março deste ano, fez um acordo e quitou a dívida. Pela financiadora a dívida totalizava R$ 225 mil, e o acordo ficou em R$ 30 mil. ''São diversas situações que podem ser levadas para as audiências de conciliação'', enfatizou o presidente da ANM-PR. De acordo com ele, de junho de 2006 até agora cerca de 30 casos foram resolvidos nas audiências.
Segundo o presidente da Engea, Gilton Pacheco de Lacerda, a audiência de conciliação foi a melhor forma que o poder judiciário encontrou para resolver esse conflito. Para ele, o acordo é interessante tanto para o mutuário, que vê seu problema ser resolvido, como para a empresa que recupera o que for possível, de uma forma consensual.


