A Sercomtel vai assumir o serviço de iluminação pública em Londrina no próximo ano. A telefonia pretende modernizar o sistema, mas sem gastar mais por isso. O enterramento da rede aérea de fios, por exemplo, não faz parte dos planos da empresa. "A substituição custaria cinco vezes mais se o valor for comparado ao gasto atualmente", destacou o presidente da Sercomtel, Christian Schneider.

O custo extra, de acordo com ele, sairia do bolso do próprio londrinense. "Acredito que o sistema mais moderno só vai passar a ser adotado caso seja aprovada uma lei que o regulamente. Não dá para o poder público custear um serviço tão caro", observou.

O presidente da Sercomtel lembrou, ainda, que os cerca de 60 mil postes de Londrina são responsáveis por dar suporte aos fios e cabos não só da energia elétrica, mas também das empresas de telefone, da internet e da televisão. "Para tornar o sistema subterrâneo, o município precisaria fazer um projeto amplo em parceria com essas diversas empresas que se utilizam das estruturas", argumentou Schneider.

O que pode ocorrer, de acordo com ele, é a Sercomtel usar o cabeamento subterrâneo para áreas específicas. "A iluminação ornamental de uma praça, por exemplo, pode ter os fios 'enterrados'", afirmou. Schneider lembrou que, em alguns casos, a telefonia já se utiliza do sistema moderno. "Os fios vão da telefonia à Embratel, por exemplo, é subterrânea. Mas, vale lembrar, que a empresa fica do outro lado da rua da Sercomtel", contou.

A Sercomtel pretender criar uma subsidiária para tomar conta do serviço de iluminação pública em Londrina a partir de 2015. A nova empresa, Sercomtel Iluminação Pública S/A, terá 41 funcionários e investimento inicial de R$ 4 milhões.

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