Entendidades defendem interesses de bairros
Supermercadistas e representantes comerciais foram à Câmara defender a aprovação do projeto 458. Nenhum deles admite que a Muralha representa reserva de mercado. O discurso oficial é a preocupação com o trânsito do Centro e o desenvolvimento da periferia, já que, com a lei, os novos grandes empreendimentos só podem ser instalados nos bairros.
O presidente da Associação Paranaense dos Supermercadistas (Apras - regional Norte), Valdecir Gualhardi, disse que ''quanto maior concorrência, melhor'', desde que seja longe do Centro. ''O problema é que o Centro não aguenta mais novos empreendimentos. Temos dificuldades para carga e descarga e estacionamento'', ressaltou. Sebastião Cirino, presidente da Associação dos Viajantes do Norte do Paraná, entidade que congrega os representantes comerciais, repetiu o discurso de Galhardi, defendendo novos supermercados somente na periferia.
Tendo participado de uma reunião com o prefeito Barbosa Neto (PDT), em setembro, quando defendeu a Muralha alegando que as grandes redes supermercadistas não compram dos representantes comerciais, ele ontem admitiu mudança no discurso. ''O que nós queremos é o desenvolvimento dos bairros.''
(N.B.)





