ENTENDENDO O ECONOMÊS - A SELIC subiu, e agora?
Após 45 dias de muitas especulações do mercado econômico brasileiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros Selic de 8,75% para 9,5% ao ano, confirmando as projeções de especialistas no assunto. Para a população, tal ação do Banco Central (BC) pode passar despercebida pelo simples fato de essa taxa não ser bem entendida. Mas afinal, o que exatamente é a Selic e o que tal manobra econômica reflete na prática para os brasileiros? A FOLHA conversou com economistas entendidos do tema e esclarece a situação aos leitores. O professor de economia da Universidade Estadual de Londrina, Azenil Staviski, explica que a taxa Selic funciona como uma referência para as outras taxas de juros exercidas no mercado. A taxa básica interfere diretamente no sistema de crédito do País. Taxas de cartões de crédito, financiamentos, crediários, empréstimos, duplicatas entre outras podem ser modificadas com a movimentação da Selic. Quem define se ela sobe ou desce são os diretores do Banco Central (BC). Cada contrato fechado pelo consumidor em diferentes serviços pode ter ou não influência da taxa básica de juros. No geral, os contratos de longa duração como o financiamento de um imóvel, por exemplo tem alterações de ordem financeira com o aumento da Selic. Em contratos menores como o da compra de eletrodomésticos geralmente os juros são pré-estabelecidos. Para compra de automóveis as taxas, na maioria das vezes, são fixas. Quando falamos de longas transações, as empresas preferem fazer contratos com juros variáveis com o intuito de evitar prejuízos futuros, avalia Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, de São Paulo.
● Mesmo com a inflação estabilizada desde a criação do Plano Real, em 1994, pesquisas apontam que os gastos com a alimentação subiram 180% e com habitação, 347%;até janeiro deste ano
● Sistema Especial de Liquidação e de Custódia





