ENTENDA O CASO
Às vésperas da privatização da Copel, a direção da estatal fechou contratos com empresas privadas, terceirizando a exploração de negócios altamente lucrativos. Essas parcerias foram feitas sem licitação e estão sendo contestadas na Justiça. Os contratos, que prevêem multas milionárias em caso de rescisão, teriam desvalorizado a companhia e afastado grupos financeiros interessados no leilão.
Além da Tradener, outras parcerias são objeto de medidas judiciais. A Escoeletric, que monta máquinas e usinas, tem um capital social de R$ 1 milhão, mas a multa rescisória é de R$ 18,7 milhões. Na parceria com a Foz do Chopim Energética, a Copel fez um empréstimo de R$ 26 milhões para financiar a construção de uma usina quase pronta.
Em informações conseguidas na Junta Comercial do Paraná, a Folha comprovou que algumas das empresas parceiras da Copel estão nas mãos de ex-funcionários da estatal, parentes de diretores atuais e empresários ligados ao governo. Entre eles estão Vera Silvia Gulin, mulher do empresário Donato Gulin, sócia-gerente da Construtora Mogno, que constitui a Escoeletric. Outra empresa integrante é a M.B.C. Participações, que tem como responsáveis os ex-funcionários da Copel Simão Blinder e Ademar Cury da Silva. (E.T.)





