- Déficit comercial: exportações menos importações. Surgiu com o Plano Real, porque a cotação do dólar caiu, favorecendo importadores e prejudicando exportadores. Persiste desde junho de 96 e atingiu US$ 4,26 bilhões de janeiro a maio deste ano
- Déficit em serviços: diferença entre o que o País envia ao exterior e recebe em diversos serviços, como transportes, viagens e remessas de lucros. O principal dos serviços é o pagamento de juros da dívida externa, que não pode ser evitado. Por isso, a conta é sempre deficitária (em 97, até maio, US$ 9,691 bilhões)
- Transferências unilaterais: como o próprio nome diz, dinheiro que é enviado ao exterior ou recebido pelo país de forma espontânea. No caso brasileiro, a conta é superavitária (US$ 999 milhões até maio) graças, principalmente, ao dinheiro que os residentes no Japão mandam para cá
- Déficit corrente: é o principal indicador sobre a solidez das contas externas. Mede a dependência em relação aos investimentos externos, que precisam ser atraídos para evitar perda de dólares. Governo quer evitar déficits acima de 3% do PIB, mas patamar de 4% já foi atingido
- Investimentos diretos: são os investimentos estrangeiros de mais longo prazo, direcionados à produção (compra ou abertura de fábricas, por exemplo). Estão em alta desde 96 (US$ 12,472 bilhões nos últimos 12 meses, contra US$ 3,9 bilhões em 95), mas o país ainda recebe pouco em termos internacionais
- Necessidades de financiamento: conceito introduzido neste ano pela equipe econômica, para medir a dependência do país em relação aos investimentos externos não-produtivos, que podem voltar ao exterior a qualquer momento. Ficaram em 2,44% do PIB até maio. Já foram de 0,85% do PIB, em junho de 96
- Outros capitais: a chamada conta de capital é formada pelos investimentos diretos e outros tipos de capitais, de curto prazo e que normalmente ingressam no país em busca de lucros rápidos em aplicações com juros e nas Bolsas de Valores. Com a queda dos juros, caíram muito no país: chegaram a US$ 3,062 bilhões no primeiro trimestre, contra US$ 6,181 bilhões no mesmo período de 96
- Balanço de pagamentos: é o saldo de todas as transações do País com o resto do mundo, ou seja, a perda ou ganho total de divisas. Normalmente superavitário quando considerados períodos de 12 meses, registrou déficit de US$ 910 milhões no primeiro trimestre de 97

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