- O modelo de privatização do Sistema Telebrás previu a criação das ‘‘empresas-espelho’’
- As ‘‘empresas-espelho vão concorrer com as três holdings de telefonia fixa e com a Embratel (já privatizadas).
- O leilão das ‘‘espelhos’’ está marcado para o próximo dia 15 de janeiro. Hoje, na Anatel, foram entregues as propostas técnicas e financeiras.
- As ‘‘espelhos’’ da Telesp e da Tele Centro Sul não receberam propostas. O consórcio Bonari é o único concorrente para a ‘‘espelho’’ da Embratel, e os consórcios Canibrá e Fixel disputam a ‘‘espelho’’ da Tele Norte Leste.
- O presidente da Anatel, Renato Guerreiro, previu que pelo menos seis consórcios apresentariam propostas para a licitação das ‘‘espelhos’’. Sua expectativa não foi confirmada.
- Para não serem inabilitados, os consórcios (ou seus integrantes) precisam comprovar que já operam 500 mil terminais fixos ou móveis. Antes, essa exigência era de 1,5 milhão de terminais.
- As propostas técnicas devem garantir um atendimento mínimo às cidades com mais de 200 mil habitantes (95 em todo o país), o que inclui as capitais de Estado e o Distrito Federal. No caso da Embratel, a população mínima é de 500 mil habitantes (mais capitais e o DF).
- A Anatel não fixou um valor mínimo para a venda das ‘‘espelhos’’, mas determinou um preço de referência para cada autorização (R$ 600 milhões para a ‘‘espelho’’ da Tele Norte Leste, R$ 500 milhões para a da Tele Centro Sul, R$ 700 milhões para a da Telesp e R$ 400 milhões para a da Embratel).
- Os consórcios que compareceram hoje à Anatel tiveram de depositar ontem, na Bolsa de Valores do Rio, garantias financeiras equivalentes a 10% do preço de referência da ‘‘espelho’’ pretendida.
- Projeções do Ministério das Comunicações demonstram que as holdings fixas já privatizadas terão 85% dos terminais residenciais instalados no país em 2007. Ou seja: as ‘‘espelhos’’ só terão 15% dos terminais residenciais dentro de nove anos.
- No mercado não-residencial, em 2007 as holdings já privatizadas terão 75% dos terminais (faturando 65% das chamadas feitas fora dos domicílios). O resto do mercado ficará nas mãos das ‘‘espelhos’’.
- Após a realização do leilão, as ‘‘espelhos’’ deverão começar a funcionar dentro de seis meses.

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