ENQUETE - Quanto você compromete da sua renda com prestações?
''Só compro a vista, não compensa ficar pagando juros por isso não comprometo minha renda com prestações. Só levo a prazo se for o mesmo preço que à vista e, mesmo assim, procuro evitar as parcelas. Parcelar só aumenta o valor do produto por causa das taxas de juros''.
Paulo Kodene, 60 anos, aposentado.
''Não compro nada a prestação. Se eu não posso levar à vista, não compro o produto. É uma forma de fugir das taxas de juros. Se a loja diz que o produto que estou comprando tem o mesmo preço à vista ou em duas ou três vezes, não compro. Procuro outra loja.''
Mariza Bruni Costa, 55 anos, aposentada.
''Não comprometo nada com prestações por menor que seja a taxa de juro. Não compensa, é muito melhor pagar à vista porque aí você pode conseguir descontos. Sempre pesquiso bastante e também não compro no primeiro lugar que entro. Também não caio em conversa de vendedor que diz: essa é a última peça''.
Plínio Bortolotto, 49 anos, jornalista.
''Se você considerar que as tarifas de telefone, luz, água, plano de saúde entre outras que a gente têm e que são prestações para o resto da vida, já vai boa parte do salário. Só com isso vai uns 70% a 80% dos rendimentos. Com bens de consumo devo gastar, parceladamente, em torno de 30% ao mês.''
Elizabete Tristão, 52 anos, aposentada.
''Mais da metade do meu salário vai para as prestações. É difícil não fazer prestações quando você têm dois filhos, dois cachorros e gastos com a gente mesmo. Às vezes ultrapasso os rendimentos, mas aí peço socorro ao marido que sempre acaba cobrindo parte dos gastos''.
Edna Gomes, 36 anos, auxiliar de enfermagem.





