Enersul é arrematada com ágio de 83% pela Escelsa
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quinta-feira, 20 de novembro de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
Tasso Marcelo/AE
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Venda fechadaWilson Martins, governador de MS, Fernando Optiz, presidente da Bolsa do Rio, o leiloeiro Alexandre Runte e Firmino Sampaio, presidente da Eletrobrás, durante o leilão da EnersulO governo do Mato Grosso do Sul e a Eletrobrás venderam ontem o controle de mais uma estatal do setor de energia elétrica. A Companhia de Energia do Mato Grosso do Sul (Enersul) foi arrematada pela Escelsa com um ágio de 83% (R$ 625.555.555,00) sobre o preço mínimo de R$ 340.346.108,21, em leilão que durou 17 minutos na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Foi o segundo maior ágio depois da crise financeira internacional que atingiu a economia brasileira no final de outubro.
No leilão anterior, o primeiro depois da crise, da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), realizado em cinco de novembro, em São Paulo, o ágio obtido foi de 70%. A venda dessas empresas faz parte do programa de antecipação de receitas com vistas à privatização, conduzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que antecipou R$ 48 milhões (R$ 55 milhões incluindo os juros e taxas) para o MS.
Apesar do preço elevado da venda, a Escelsa entrou na disputa sozinha, derrotando os três outros consórcios com participação de investidores estrangeiros. A empresa, que pertence a 17 fundos de pensão brasileiros e a um grupo de bancos, Pactual, Icatu e Citibank, é dona de uma caixa de US$ 750 milhões e utilizará financiamento oferecido pelo BNDES para a compra da Enersul. O Banco vai liberar o equivalente a 50% do preço mínino, R$ 170 milhões, que serão pagos em quatro anos a um juro de 4% sobre a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).


