Energia subirá 20% em 2002, diz Parente
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terça-feira, 18 de dezembro de 2001
Agência Folha<br>De Brasília 
As tarifas de energia devem subir em média cerca de 20% ano que vem, de acordo com o ''ministério do apagão''. A estimativa foi divulgada pelo ministro Pedro Parente (Casa Civil), que coordena o ministério. Neste ano, o aumento médio está em 17%. Se o racionamento não tivesse acontecido, o reajuste médio seria de 15% em 2002.
O principal fator para a revisão de expectativas falava-se em alta de 30% no ano que vem foi a queda do dólar e do preço do petróleo. Os dois fatores, de acordo com o governo, fizeram com que a previsão para reajuste normal das distribuidoras caísse de 20% para 15%.
As variações do dólar entram nos custos das distribuidoras porque a energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu é vendida em dólar. O valor do petróleo influi porque as distribuidoras pagam subsídio à geração termelétrica por meio de óleo combustível.
O governo modificou neste ano a forma como esses custos (chamados ''não-gerenciáveis'') são repassados para as tarifas. Antes, as distribuidoras só conseguiam repassar parte dos custos. Com a nova regra, as variações serão repassadas integralmente.
No caso de queda do dólar em relação ao real e de redução no preço do barril de petróleo, o novo sistema tem efeito positivo na conta de luz, diminuindo o impacto do reajuste da tarifa.
Para reduzir a pressão do aumento da energia na inflação em 2002, quando a meta foi fixada em 3,5% (com variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo), o governo decidiu absorver parte dos custos com a geração emergencial de energia, que vai garantir o suprimento a partir do ano que vem.
Uma das possibilidades em estudo é não repassar ao consumidor os custos do aluguel do equipamento que irá gerar a energia emergencial (geradores em caminhões e usinas termelétricas em barcaças). O governo estima gastar R$ 1 bilhão só para ter esse tipo de fonte de energia à disposição.


