A utilização de energias renováveis é uma alternativa viável para o fornecimento de energia ao agronegócio no Brasil e pode substituir a energia hidrelétrica em um eventual momento de escassez. A análise é do superintendente de Energias Renováveis da Hidrelétrica de Itaipu, Cícero Bley Junior, idealizador do condomínio na bacia do Rio Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon.
Ele justifica que a agroindústria cresceu muito no país nos últimos anos e que não pode correr riscos de apagões de energia, o que traria grandes prejuízos econômicos já que boa parte da produção agropecuária permanece estocada em câmaras frias.
Bley explica que o biogás proveniente dos dejetos de animais, além de ser usado como energia elétrica, ainda poderá ser usado como energia térmica em secadores de grãos e como biogás automotivo em caminhões, tratores e outros veículos das propriedades. ''O que queremos mostrar é que o biogás é um produto combustível assim como o etanol, com a diferença de que a produção de etanol é concentrada nas mãos de poucas famílias, enquanto o biogás pode ser produzido pela maioria dos produtores rurais porque vem do resíduo de animais e não da plantação de cana'', argumenta.
Segundo ele, o custo para implantação do sistema é proporcional ao tamanho da propriedade e que o investimento pode ser pago em 10 anos o que é muito pouco, levando em conta o segmento. Outro detalhe é que a produção de energia se torna opção de renda para o produtor.
O superintendente acredita que a produção de energia renovável deve ser incentivado em todo mundo para reduzir a dependência de apenas uma matriz energética, e evitar o que aconteceu no mês passado no Japão, quando a Usina de Fukushima foi atingida por um tsunami, reduzindo a oferta de energia elétrica no país. (E.A.)

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