Companhias energéticas confirmam a existência de estudos para permitir ajustes nas tarifas de energia elétrica entre fevereiro e março, que vão de 5% a 10% no máximo, revelou alto executivo de uma holding estatal de energia elétrica. Mas o governo tem negado que haja estudos neste sentido.
As concessionárias que se preparam para privatização também estão pedindo isonomia tarifária com a Escelsa, Light e Cerj, que já foram privatizadas. O ajuste nas tarifas de energia deve ocorrer ainda no primeiro trimestre deste ano.
Os estudos estão sendo conduzidos diretamente pelos Ministérios de Minas e Energia e da Fazenda, contando com o suporte técnico do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (Dnaee).
IsonomiaOs presidentes da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e da Eletropaulo, Andréa Matarazzo e Eduardo Bernini consideram importante uma isonomia na questão da tarifa entre as estatais que serão privatizadas com as que já foram. ‘‘Seria um fator a mais para atrair os capitais estrangeiros e nacionais para suas privatizações’’, disse Bernini.
Andréa Matarazzo entende que deve ocorrer a isonomia, como defende também o seu diretor financeiro Guilherme Cirne de Toledo, mas ele salientou que ‘‘se deve evitar ajuste de preço neste momento para o consumidor brasileiro’’.
O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidore Industriais de Energia (Abrace), Carlos Anísio Rocha Figueiredo, é contrário ao ajuste na tarifa de energia elétrica neste momento, ‘‘pois temos que pensar que os custos das companhias estão sendo globalizados’’.

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