O presidente da Dixie Toga, Walter Schalka, afirmou ontem que o aumento do preço da energia elétrica no Estado vai ter impacto sobre os custos dos produtos fabricados pela empresa em Londrina. ‘‘Se a Copel aumentar o preço da energia, teremos que repassar este custo aos nossos produtos. A indústria não tem margem para absorver o aumento’’, afirmou. Caso a Copel consiga permissão para o aumento, ‘‘vai se tornar menos competitiva em relação às companhias de outros Estados’’, disse.
A Copel está pleiteando autorização para reajustar o preço da energia em 4,2% junto à Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica. Segundo informações da assessoria de imprensa da Copel, outras companhias brasileiras estão fazendo solicitações semelhantes. O último reajuste da Copel, de 9,7%, foi aplicado em abril do ano passado.
Já a cobrança de pedágio nas estradas paranaenses não deve ter grandes reflexos nos negócios da Dixie Toga, segundo ele. ‘‘Apesar de ainda estarmos estudando o assunto, acredito que o valor não será significativo porque o frete não é um custo relevante para a empresa’’. Mas o presidente da empresa acredita que o pedágio poderá prejudicar a atração de outras indústrias. (C.L.)

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