Energia nuclear é limpa e segura
O engenheiro Leonam dos Santos Guimarães diz que está havendo uma mudança de conceito em torno da energia nuclear em todo o mundo, o que faz aumentar a aceitação da opinião pública por esta alternativa de energia. Isto pode ser observado também entre os estagiários da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, representação de Londrina, que visitaram o complexo nuclear de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, em recente viagem de estudos. (ver enquete nesta página)
Guimarães aponta quatro pontos fundamemtais para esta melhor aceitação da energia nuclear. O primeiro, afirma ele, é que a alternativa é limpa e segura. Ela não emite gás efeito estufa, o que desagrada muita gente e não tem jeito, por mais que os antinucleares queiram provar o contrário. O segundo fator, diz o especialista, é que ela não emite onda radioativa para o meio ambiente, o que pode ser comprovado por meio dos programas de monitoramento ambiental.
O terceiro fator é que elas ocupam um espaço muito pequeno em relação à sua capacidade de geração de energia, se comparadas com as usinas hidrelétricas. E o quarto fator, é que a própria usina consegue gerenciar seus rejeitos ao longo da vida. A indústria consegue isso porque a energia nuclear é a forma de energia mais concentrada que existe. Gerenciar, neste caso, é isolar o resíduo do público e do meio ambiente.
O engenheiro diz que hoje a energia nuclear é a mais segura porque toda sua produção é fiscalizada por organismos nacionais e internacionais e as próprias usinas, em todo o mundo, mantém grupos de intercâmbio para garantir a segurança. Todo sistema tem que ser perfeito porque se acontece alguma coisa na Rússia, ela causa impacto aqui e no resto do mundo. É por isso que as usinas se autofiscalizam; e se algum problema é identificado, você repassa a informação o outro. Isto é possível porque para a indústria nuclear não é competitiva.
Acidentes
Guimarães falou também sobre os dois mais graves acidentes já registrados em usinas nucleares, o de Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979, e o Chernobyl, em 1986. Segundo ele, o acidente de Chernobyl, principalmente, foi usado para desmantelar a antiga União Soviética. Independente disso, o assessor da Eletronuclear diz que os dois acidentes deixaram importantes lições para o setor, servindo para aprimorar ainda mais o sistema de segurança.





