A tarifa média de energia elétrica para a indústria paranaense é 18% mais barata que a fluminense, 9,8% menor que a gaúcha e 5,3% inferior à paulista. Mas quando a comparação é com outros países, o Estado perde muito em competitividade. É o que mostra um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Segundo a entidade, a tarifa média no Paraná, de R$ 301,30 por MWh (megawatt-hora), é 40% superior a de 27 países pesquisados.
Só para se ter uma ideia, a indústria do Estado paga pela energia elétrica 242% a mais que a argentina. As russas também desembolsam menos de um terço que as paranaenses. Já os empresários dos Estados Unidos e da China têm vantagem menos elástica. Mesmo assim, seus custos não atingem a metade dos do Paraná.
A perda de competitividade se agrava em outras regiões do País. A Firjan apontou que a tarifa média de energia elétrica para a indústria no Brasil é de R$ 329 por MWh. O custo mais alto é de Mato Grosso, de R$ 419,20, e o menor se encontra em Roraima: R$ 255,90.
Mais uma vez, a alta carga tributária brasileira aparece como vilã. Impostos e encargos representam 48,6% da tarifa média brasileira e 51% da paranaense. Mas não é só isso. O estudo mostrou que só os custos de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) da energia no País são maiores que as tarifas finais (incluindo impostos e tributos) de muitos países.
A Firjan demonstrou que os custos de GTD no Paraná são de R$ 146,7 por MWh. Ou seja, mesmo que não houvesse nenhum imposto e nenhum tributo, a energia elétrica para a indústria paranaense sairia mais cara que a tarifa final de países como a China (R$ 142,4), os Estados Unidos (R$ 124,7), a Rússia (R$ 91,5), a Argentina (R$ 88,1) e o Paraguai (R$ 84,4).
E as perspectivas futuras não são muito boas. A entidade calculou que, a partir do próximo leilão de energia a ser feito pelo governo federal no dia 17 de agosto, a tarifa média brasileira vai cair dos atuais R$ 329/MWh para cerca de R$ 280/MWh, valor ainda muito acima dos padrões dos demais países pesquisados.
Segundo a federação, para ter competitividade internacional, o Brasil deveria reduzir a tarifa de energia elétrica para a indústria em pelo menos 35%. Assim, a média cairia para R$ 213/MWh, valor igual ao da Alemanha.
A FOLHA procurou a Copel para repercutir os números da Firjan, mas a concessionária não retornou as ligações.

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