Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) avalizou o aumento médio de 9% na tarifa de energia elétrica da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para os consumidores que pagarem a conta em dia. Para os consumidores inadimplentes, será aplicado o reajuste total permitido que será de 11,88%. Mesmo para os inadimplentes, a aplicação do reajuste ficou abaixo do índice de 14,43% autorizado anteontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Com isso, Requião mantém a política de descontos para pagamentos em dia das tarifas de energia elétrica, prática iniciada no ano passado. O reajuste foi comunicado ao mercado no final da tarde de ontem após o fechamento das bolsas de valores. Mas o governador já havia dado uma entrevista à rádio Paiquerê, de Londrina, antecipando as novas tarifas.
O reajuste da energia elétrica entrou em vigor ontem e a cobrança nas faturas será proporcional ao consumo no dia da leitura dos marcadores. O impacto integral do reajuste deverá ocorrer a partir do dia 24 de de julho.
Com o reajuste abaixo do índice autorizado pela Aneel, os consumidores paranaenses estão sendo beneficiados com o acúmulo de descontos de 8,9 pontos percentuais, resultado do reajuste concedido no ano passado mas não concedido integralmente para quem vem pagando a conta de energia em dia, e mais 2,28 pontos percentuais de descontos a partir deste mês.
A Copel justifica que pode conceder os descontos porque ainda está em vigência o contrato de fornecimento de energia entre a Copel Geração e Copel Distribuição. Se a Copel tivesse que comprar a energia no pool de comercialização do setor elétrico como quer o governo federal, talvez ficasse inviável os descontos porque essa modalidade impõe um custo mais caro para a energia.
No ano passado, os consumidores paranaenses adimplentes ficaram sem pagar o reajuste autorizado pela Aneel de 25,27% até o final do ano. A partir do dia 1º deste ano, o governo decidiu aplicar um índice de 15%, ficando o resíduo de 8,9 pontos percentuais.
No atual reajuste está sendo repassado para a tarifa dos consumidores o aumento de custo que as distribuidoras tiveram com a alta do dólar de 2002, que deveria ter sido repassado em 2003. No ano passado, o governo ''congelou'' o repasse da alta do dólar, que está sendo feito em parcelas, neste ano e em 2004. De acordo com a Aneel, o repasse da variação do dólar, entre julho de 2002 e junho de 2003, representou 3,05 pontos percentuais no aumento da Copel. Outros 2,21 pontos percentuais são relativos à variação do dólar entre julho de 2003 e junho de 2004.

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