ENERGIA - Itaipu instala as duas últimas turbinas
A usina binacional de Itaipu comemorou na terça-feira passada 32 anos de existência iniciando a fase de instalação das duas últimas turbinas. A unidade geradora 9A entrou na reta final de testes, o chamado ensaio de confiabilidade, operando 45 dias ininterruptamente, à plena carga. Depois, estará liberada para produzir energia para o sistema interligado brasileiro.
Outra turbina, a 18A, está em fase de ajustes técnicos e também começará a operar neste ano. Com isso, Itaipu fecha o ciclo de expansão, soma 20 turbinas e eleva sua potência para 14 mil MW. Hoje a usina tem capacidade para gerar 12.600 MW e responde pelo atendimento de 25% do consumo de energia do Brasil.
Também na semana passada, a direção de Itaipu assinou um acordo de cooperação para o desenvolvimento de veículo elétrico com a empresa suíça Kraftwerke Oberhasli (KWO), que controla hidrelétricas no exterior. O projeto terá participação de universidades brasileiras e paraguaias. Segundo informou o diretor-geral brasileiro da usina, Jorge Samek, Itaipu receberá um veículo modelo Panda Elettra, da Fiat, movido à eletricidade. O desafio do acordo será aperfeiçoar o protótipo, capacitar profissionais para sua manutenção, desenvolver a transferência de know-how entre as partes, além de reduzir custos e incentivar o uso do automóvel no Brasil, Paraguai e Suíça.
A energia produzida por Itaipu é dividida igualmente entre Brasil e Paraguai. Mas como o país vizinho usa apenas 5% da energia gerada, o restante é vendido ao Brasil. Essa cessão de eletricidade rende ao Paraguai uma receita de mais de US$ 60 milhões.
É um conjunto de obras e de equipamentos, que tem por objetivo produzir energia elétrica por meio do aproveitamento do potencial hidráulico existente em um rio. Os países que usam esse tipo de forma de obter energia têm rios largos e caudalosos, ou seja, um grande potencial elétrico. O Brasil se encontra apenas atrás do Canadá e Estados Unidos, sendo o terceiro maior do mundo em potencial elétrico.
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