Endividamento sob controle
Professor de economia monetária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), José Guilherme Vieira, concorda com o colega da FecomércioSP, Altamiro Carvalho. Enquanto as famílias comprometerem até 30% da renda com financiamentos, a situação está sob controle. ''Não há nenhum fantasma quanto a isso no Brasil. Inclusive, a inadimplência está dentro do normal'', afirma.
O problema, segundo ele, é apostar por muito mais tempo na continuidade do modelo de crescimento econômico baseado no estímulo ao crédito. ''Ainda há uma demanda reprimida por bens de consumo, mas logo as famílias estarão próximas do limite do endividamento'', ressalta.
Para quem já ultrapassou o limite dos 30% e está com a corda no pescoço, o professor aconselha a renegociar com os bancos principalmente se a dívida é no cheque especial, cujos juros podem chegar a 10% ao mês. ''Com as recentes quedas nas taxas, os bancos estão receptivos. Vá ao gerente e renegocie. É possível conseguir uma taxa 50% menor'', afirma.
Segundo Vieira, a melhor opção, para quem tem oportunidade, é obter um financiamento em crédito consignado para quitar o cheque especial. ''Esse é o melhor negócio porque o consignado tem as melhores taxas'', salienta.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, diz que a entidade está empenhada em esclarecer o consumidor sobre o consumo consciente. ''É preciso evitar bolas de neve. Não adianta comprometer mais que 30% da renda com as dívidas'', ressalta. (N.B.)





