Endividamento de aposentados chega ao limite
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de dezembro de 2005
Isabel Sobral<br>Agência Estado 
Brasília - Os empréstimos com desconto em folha, os chamados créditos consignados, deverão crescer menos no ano que vem num dos segmentos que mais utilizou esta modalidade este ano: os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo estudo divulgado ontem pelo Banco Central, 25% dos 19 milhões de aposentados e pensionistas estão endividados no limite e, por isso, não contratarão operações em 2006.
''Não vemos mais espaço potencial para aumentos'', afirmou o técnico Eduardo Augusto Rodrigues, um dos autores do estudo. As regras do financiamento estabelecem um comprometimento máximo de 30% da renda mensal com o pagamento do crédito consignado.
Os dados levantados pelo BC mostram que existem hoje 4,8 milhões de contratos feitos pelos segurados do INSS com a rede bancária e quase 50% deles são de pessoas que ganham até um salário mínimo (R$ 300). Cerca de 64% desse universo total fizeram empréstimos com prazos de 31 a 36 meses e a maioria usou o dinheiro para pagar dívidas antigas e mais caras.
O principal atrativo do crédito consignado, segundo o estudo, são as taxas de juros, que estão em média 12,73 pontos porcentuais mais baratas ao ano que os juros cobrados no crédito pessoal. Essa foi uma comparação, feita por meio de uma amostragem de tomadores de créditos, pelos técnicos.


