Endividamento das famílias cresceu
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Ribamar Oliveira<br>Agência Estado 
Brasília - Houve um crescimento significativo do endividamento das famílias brasileiras nos últimos anos, de acordo com estudo realizado pelo Banco Central (BC) e que consta do relatório trimestral de inflação, divulgado ontem. Para o BC, no entanto, essa trajetória não afeta a estabilidade financeira, pois a inadimplência é baixa e o comprometimento da renda se mostra equilibrado. O nível de endividamento saltou de 12,2% da renda das famílias no primeiro trimestre de 2003 para 26,5%, no segundo trimestre de 2008, de acordo com o relatório do BC. O comprometimento da renda apresentou elevação mais modesta, passando de 22,9% para 31,3%.
O BC informou ter observado ainda relativa acomodação do serviço da dívida desde o segundo trimestre de 2006, quando ele atingiu 30,4%. Em linha com essa trajetória, o BC disse que a inadimplência se manteve bem comportada no período em análise. O diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, estimou ontem que o crédito deverá fechar o ano com um crescimento de 22,5% a 25% em relação a 2007, o que o levaria a cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa projeção, alertou Mesquita, foi elaborada com os dados disponíveis até 12 de setembro último e não leva em consideração os impactos do agravamento da crise financeira internacional. Mesquita disse que a acomodação do crédito está tardando a acontecer, mas acontecerá.


