Imagem ilustrativa da imagem Endividamento aumenta pelo terceiro mês consecutivo
| Foto: Rei Santos/18-06-2016
Lojas de Londrina estão aproveitando o fato de a concorrência ter diminuído na cidade
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O índice de endividamento dos paranaenses apresentou em julho seu terceiro crescimento consecutivo, atingindo 87,4%, mesmo nível de dezembro do ano passado. Nos primeiros meses de 2016, o Paraná registrou as menores taxas de endividamento dos últimos anos. Em abril, o índice apurado pela Federação do Comércio (Fecomércio) do Paraná havia chegado ao nível mais baixo desde julho de 2013: 82,9%. A evolução do indicador no Estado contraria a da média nacional. Segundo a federação, o endividamento brasileiro apresentou queda, tanto no comparativo mensal quanto no anual. Ele fechou o mês de julho em 57,7%, contra 58,1% no mês anterior, e 61,9% em julho de 2015.
A Fecomércio encara os dados de forma positiva, uma vez que o percentual de contas em atraso apresentou queda. "O número de pessoas que dizem que não vão conseguir pagar suas dívidas diminuiu. E, por outro lado, o índice de endividamento mostra que o consumidor está voltando a comprar", avalia a coordenadora de Pesquisas da entidade, Priscila Andrade Takata. Ela também ressalta o fato de o índice estar crescendo nos últimos três meses, o que indicaria uma tendência.
Em julho, o porcentual de paranaenses com dívidas em atraso foi de 26,9%, abaixo dos 30% registrados no mês anterior. E o de pessoas que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas baixou de 12,8% para 10,6% em julho.
De acordo com a Fecomércio, o cartão de crédito é motivo de dívidas de 67,3% das famílias, representando 65,8% do endividamento das que têm renda de até dez salários mínimos, e de 74,4% das que recebem acima de dez salários.

INADIMPLÊNCIA
A porcentagem de famílias inadimplentes, consideradas aquelas que têm contas em atraso há mais de 90 dias, também apresentou queda, de 50,6% em junho, para 48,3% em julho, segundo a Fecomércio. O maior nível de inadimplência aparece para as famílias com renda de até dez salários mínimos (51,8%), contra 31,8% das famílias com renda superior a dez salários.
Em Londrina, a Associação Comercial e Industrial (Acil) também apresentou sua pesquisa de inadimplência. Mas a metodologia é diferente. "Em julho deste ano, o número de pessoas que foram incluídas no cadastro negativo diminuiu em 9,7%", afirma o consultor da entidade Marcos Rambalducci. Mas a comparação é com julho de 2015. De acordo com ele, existe uma percepção de mais otimismo por parte do consumidor da cidade. "Estão mais otimistas em relação ao futuro imediato."
Diretor Comercial da Acil, Fernando Moraes diz que não há números para atestar a progressão do varejo na cidade. "Mas os lojistas estão otimistas. Certamente estamos vendendo mais que no ano passado, que foi muito ruim", afirma. Ele também acredita que o consumidor está mais confiante. E diz que as lojas estão aproveitando o fato de a concorrência ter diminuído na cidade. "Infelizmente muitas empresas fecharam com a crise."

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