EncontrosFolha debate a construção civil
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quarta-feira, 13 de março de 2019
Nelson Bortolin - Reportagem Local 

A construção civil é um dos setores da economia brasileira mais resistentes à inovação. Segundo o engenheiro civil e coordenador acadêmico da FGV (Fundação Getúlio Vargas) no Rio de Janeiro, Pedro de Seixas Corrêa, a principal justificativa para o fato é cultural. "Estão acostumados a fazer sempre do mesmo jeito e não acreditam que a inovação vai representar muita diferença", conta.
O assunto vai ser discutido durante a palestra que o professor apresenta na manhã desta quinta-feira (14) durante o 13º EncontrosFolha, que o Grupo FOLHA realiza no Auditório do Aurora Shopping. O tema do evento é "Construção Civil e Imobiliária - O Papel da Construção Civil na Economia do Norte do Paraná".
Corrêa diz que a inovação começa a chegar na construção civil e vai causar uma transformação no setor. "Percebemos hoje um ganho de tecnologia principalmente no Minha Casa Minha Vida (programa de habitação popular do governo federal). Houve um avanço de produtividade. Empresas de grande porte puderam investir em inovação porque trabalharam com escala", explica. "O programa foi um fator de fomento à inovação pela quantidade de recursos aplicados e pela necessidade de produção em massa de unidades habitacionais", complementa.
Além do engenheiro civil, o encontro tem como debatedores o prefeito Marcelo Belinati, o diretor do Grupo Plaenge, Alexandre Fabian, o diretor da Quadra
Construtora, Luis Carlos Moro Pires, e o gerente de Expansão do Grupo A.Yoshii, Leonardo Schibelsky.
Assim como a inovação, os desafios que a indústria da construção civil enfrenta em Londrina deverão ser destaque durante o debate. Excesso de burocracia, falta de pessoal preparado para atender as empresas na Prefeitura e falta de clareza na legislação são alguns dos problemas citados pelo presidente do Sinduscon (Sindicato da Construção Civil), Rodrigo Zacarias.
Ele alega que a aprovação do projeto mais simples pelo Município leva 120 dias. "Em Cascavel, onde é todo digitalizado, são 7 dias", ressalta. Na visão de Zacarias, é preciso "repensar como as coisas são feitas na cidade". "Hoje tudo tem de passar por autorização da Prefeitura e ser checado pelo fiscal", critica.
A revisão do Plano Diretor da cidade, cujo projeto de lei se encontra no Legislativo, é outro tema que ganhará destaque no evento. As empresas consideram que o texto do projeto é um retrocesso porque limita a expansão do perímetro urbano de Londrina e prioriza a ocupação de áreas vazias. "Desde o ano passado estamos tentando mostrar que o projeto é equivocado", afirma o empresário Gerson Guariente, da CGE Engenharia.
O EncontrosFolha chega à 13ª edição tendo se consolidado como um dos principais eventos da região. "Discutimos temas relevantes para o desenvolvimento do Norte do Paraná e pautamos estes temas de maneira contínua, de forma a trazer resultados específicos de acordo com as necessidades encontradas", diz o superintendente do Grupo FOLHA, José Nicolás Mejia.
A nova edição tem como patrocinadores as construtoras Plaenge, A.Yoshii e Quadra.
Para quem quiser participar do encontro ainda há convites à disposição. Eles podem ser adquiridos na hora, no local, a R$ 100 para assinantes da Folha e R$ 150 para não assinantes. Estudantes pagam R$ 75.
Serviço:
Dia: Quinta-feira (14)
Horário: 8 horas
Local: Auditório do Aurora Shopping
Convites: R$ 100 (assinantes); R$ 150 (não assinantes); R$ 75 (estudantes)


