Os sinais de recuperação econômica começam a aparecer e os pequenos e médios empresários precisam de ações simples, como profissionalizar a gestão e renegociar dívidas, para fazer parte da retomada. A conclusão é dos debatedores da 10ª edição do EncontrosFolha, com o tema "Saúde Financeira – Os Reflexos da Atual Conjuntura Econômica para os Pequenos e Médios Empresários Brasileiros". O evento foi realizado nesta quarta-feira (25) no Möress Buffet, em Londrina.

Imagem ilustrativa da imagem EncontrosFolha aponta recuperação de pequenas e médias empresas
| Foto: Ricardo Chicarelli



O superintendente do Grupo FOLHA, José Nicolás Mejía, abriu o evento e lembrou que os micro e pequenos empresários são os maiores empregadores do País, com 54% das vagas formais e 43,6% da massa salarial. Porém, é também um dos que mais sofre com a crise econômica atual, que descapitaliza o caixa e dificulta o acesso ao crédito. "A conjuntura econômica e política abalou de forma geral o mercado e os pequenos negócios sofreram impacto severo, principalmente porque quase 40% estão no comércio, uma das áreas mais afetadas."

O professor em Gestão Empresarial e Gestão Financeira do ISAE/FGV Marco Antonio Nascimento Cunha, o diretor de Operações do Sebrae/PR, Júlio Cezar Agostini, e o gerente Regional Norte de Desenvolvimento do Sicredi, David Vacari Conchon, deram um panorama sobre o futuro da economia regional e nacional. Mais ainda, apontaram as ferramentas disponíveis para os micro e pequenos retomarem com força o caminho do crescimento.

Cunha afirmou que períodos de crise levam ao aumento do empreendedorismo por necessidade. "Esse é um dos fatores principais para a mortalidade das empresas, porque muitas vezes o empreendedor prefere correr o risco e não está apto para isso, não se preparou, porque perdeu o emprego e precisou abrir uma empresa", disse. Mesmo nesses casos, o professor do ISAE/FGV alertou que é possível ter sucesso caso se use os mecanismos de apoio do mercado, como cooperativas de crédito que fornecem consultoria financeira e o próprio Sebrae. P

No próximo ano, Cunha afirmou que há a expectativa de uma inflação cada vez mais baixa, em torno de 4% ao ano, e de taxa básica de juros em volta de 7%, o que privilegiará os investimentos no setor produtivo e retroalimentará a economia. "O poder de compra das famílias aumenta e isso deve ocorrer por algum tempo, porque as empresas tem capacidade produtiva ociosa e a demanda inflacionária deve demorar."

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