Encontro traça mapa do plantio da soja no Brasil
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de agosto de 2001
Ana Paula Nascimento<BR>De Londrina 
A progressiva compactação dos solo no Paraná, em consequência do plantio sucessivo de soja; o alto custo do transporte de grãos no Mato Grosso, em consequência da falta de uma eficiente malha viária, que limita principalmente a rentabilidade do produtor mato-grossense são alguns desafios para a soja brasileira, diagnosticados na 23 Reunião de Pesquisa de Soja, que avaliou o desempenho da cultura em 14 estados brasileiros. O evento, organizado pela Embrapa Soja, aconteceu em Londrina de 14 a 16 de agosto e reuniu 330 participantes, entre técnicos, pesquisadores e produtores.
Nos aspectos positivos, destaca-se o aumento de 17,62% na produção paranaense em relação à safra passada e o recorde da produtividade nacional em 3.049kg/hectare, superando a média do Mato Grosso, de 2.999kg/ha.
''Os trabalhos apresentados indicaram duas realidades bem distintas no decorrer da safra passada. No Sul, as chuvas em doses adequadas permitiram um aumento da produtividade média. Nos outros estados, o veranico na fase de formação e enchimento dos grãos impedir que se atingisse as melhores médias'', destacou o presidente da comissão organizadora da Reunião, Alexandre José Cattelan.
Outros problemas relacionados à comercialização da soja estão no mercado externo, motivados principalmente pelo protecionismo norte-americano. Fábio Trigueirinho, secretário geral da Abiove, em palestra de abertura do evento, salientou que a soja brasileira é competitiva, mas que para avançar o governo terá que adotar uma postura firme, contra os artificialismos que prejudicam o livre comércio.
Outro destaque do evento foi a palestra da pesquisadora Mercedes Panizzi que ministrou palestra sobre os ''benefícios da soja para a saúde humana'', que deu mais informações sobre as qualidades da isoflavona substância presente na soja que previne tipos de câncer e controla sintomas da menopausa. O lançamento de duas variedades de soja BRS 213 e BRS 216 , que não possuem enzimas que caracterizam o sabor do grão, também foi considerado um grande avanço na área de pesquisa e que vai contribuir para aumento do consumo de alimentos à base de soja.
O trabalho apresentado pelo pesquisador Antonio Carlos Roessing abordou o mercado para a soja transgênica e o custo de produção. A Embrapa desde 1997 realiza experimentos com soja transgênica e seu impacto ambiental. A avaliação é que em 2005 já será possível disponibilizar no mercado sementes transgênicas.


