Mário CésarFé no adensadoA prefeita Sueli discursa na abertura do 2º Encontro do Café: geração de riquezas via adensadoO 2º Encontro Regional de Café, realizado ontem em Grandes Rios, 110 km de Apucarana, serviu para confirmar a viabilidade do café adensado para pequenas e médias propriedades. Do evento, que abordou toda a cadeia produtiva do café, participaram agrônomos da Emater, pesquisadores do Iapar e cooperativistas paranaenses, paulistas e mineiros, além de 300 produtores do Vale do Ivaí. O Banco do Brasil foi um dos patrocinadores, ao lado da prefeitura e outras instituições.
O vice-presidente do Conselho Nacional do Café, Manoel Vicente Bertone, apresentou um diagnóstico do café, uma das mais importantes commodities agrícolas no mundo. Mostrou números sobre produção, estoques, demanda, tendência de preços; estoques brasileiros e comportamento do mercado interno. Alertou que o fator qualidade vai ser a principal determinante de mercado daqui para frente. A questão tecnológica foi abordada pelo presidente do Iapar, Florindo Dalberto. Também falou na abertura do evento o superintendente do Banco do Brasil, Altino Ramos.
Participaram ainda o deputado estadual Édson Silva Lino; a prefeita de Grandes Rios, Sueli Esther Lino; o chefe do Núcleo Regional da SEAB/Ivaiporã, Sérgio Empinotti; o presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari-MG, Antônio Reinaldo Caetano, e o jornalista João Milanez, que recebeu homenagem ‘‘pelo apoio deste jornal ao desenvolvimento da cafeicultura do Paranᒒ.
O programa de revigoramento da cafeicultura de Grandes Rios, incentivando o café adensado nas pequenas propriedades, é um exemplo bem sucedido para todo o Estado. O trabalho é coordenado pela Emater, com apoio da prefeitura, e nos últimos anos garantiu significativo aumento da área plantada.
‘‘Na safra deste ano o município obteve uma produção de 60 mil sacas beneficiadas, e a expectativa é de crescimento gradativo nos próximos anos’’, diz o extensionista Nelson Menoli Sobrinho, que coordena o programa de fortalecimento da cafeicultura de Grandes Rios.
Viável Ao ministrar palestra sobre o atual estágio da cafeicultura no Paraná, o agrônomo Rafael Figueiredo, da Emater, manifestou sua convicção de que o café adensado é uma cultura viável para as pequenas propriedades rurais. ‘‘Trata-se de uma ótima alternativa, na medida de que assegura um aumento na produtividade e aproveita a mão-de-obra familiar’’.
Para Figueiredo, a transformação que vem acontecendo em Grandes Rios e outros municípios, servem de exemplo para o Estado. Ele conclamou os produtores da região a aproveitarem a melhor parte de sua propriedade para o café adensado, e diversificar a produção na área restante.
Figueiredo também fez questão de destacar a importância de ter orientação técnica em toda cadeia produtiva do café. ‘‘É preciso ter os pés no chão, investindo na formação de uma nova cafeicultura, mais eficiente e produtiva, e buscando a redução de riscos’’, avaliou o agrônomo da Emater.
Segundo ele, o Paraná tem hoje 10% da área plantada que havia até o início dos anos 80, ou seja, 140 mil hectares em pouco mais de 200 municípios, sendo que deste total, apenas 12 mil hectares são de café adensado. ‘‘O que se quer agora é uma renovação da cultura, com o sistema adensado, visando aumentar a produtividade

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