Encontro propõe integração energética nos países da AL
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sexta-feira, 14 de julho de 2000
Guilherme Gouveia De Foz do Iguaçu Especial para a Folha 
Mais de 100 técnicos que participam em Foz do Iguaçu do Fórum Regional do Conselho Mundial de Energia (CME), iniciado anteontem, visitam hoje, à 9h30, as instalações da Hidrelétrica Itaipu Binacional. A intenção dos organizadores é mostrar aos técnicos vindos de países da Europa, da América Latina e dos Estados Unidos, o exemplo de gerenciamento entre Brasil e Paraguai. O evento está discutindo as novas alternativas para a geração de energia elétrica.
Para o presidente do comitê brasileiro, representante do CME, Norberto de Franco Medeiros, os países da América Central e principalmente os da América Latina, têm um grande potencial energético vindo de fontes naturais como petróleo e gás natural. Medeiros disse que esses recursos podem ser um grande fator de união entre os países latino-americanos.
As fronteiras étnicas não são as mesmas fronteiras da natureza. É possível gerar, a partir desses recursos, muita energia. Existe muito petróleo na Venezuela e no México, e muito gás natural nos países vizinhos ao Brasil, além do imenso potencial hidrelétrico brasileiro e colombiano, disse.
Ele citou como exempo de parceria e cooperação a construção do gaseoduto Brasil/Bolívia que deve ser finalizado até 2007. O investimento gira em torno de US$ 2 milhões, mas que vão gerar muitos empregos e desenvolvimento de alta tecnologia.
Segundo José Malhães da Silva, diretor-executivo do comitê brasileiro do CME, a integração energética precedeu a integração comercial. Ele argumentou que o acordo entre Brasil e Paraguai, para a construção da usina de Itaipu, foi o impulso para a concretização de outras parcerias entre os países latino-americanos. Através do setor energético é possível abrir oportunidades para entendimentos comerciais, disse.
Durante a tarde de ontem, o vice-presidente honorário da CME, o mexicano Juan Eibenschutz, falou sobre a Integração Energética no México, América Central e o Caribe. Pela primeira vez a comissão de energia da América Central está participando conosco. São 6 países que pretendem fazer uma obra conjunta na geração de energia, disse José Malhães.
Na abertura do evento, o Ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse que 11 usinas termelétricas devem ser implantadas até o final de 2001. Segundo o ministro, essas termelétricas devem gerar nos próximos anos 11,8 mil megawatts de energia.


