Encontro nacional debate software livre
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domingo, 22 de agosto de 2004
Agência Brasil 
Brasília - Os órgãos públicos brasileiros gastam R$ 80 milhões por ano com programas básicos de computação e R$ 250 milhões com licenças. Ao todo, os usuários brasileiros pagam às empresas americanas US$ 1,1 bilhão, anualmente, pelo uso das licenças. A economia desses valores é um dos pontos alegados pelo presidente do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), Sérgio Amadeu, para que todo o governo mude seus programas para os chamados softwares livres (SL).
Economia de milhões de dólares e inclusão digital são os pontos principais da pauta do I Encontro Nacional de Software Livre para Municípios, que começa hoje em Rio das Ostras (RJ). O aspecto mais interessante do software livre é que o usuário pode modificá-lo à vontade, por meio do que se chama acesso ao ''código-fonte'', na linguagem da informática.
O SL pode ser usado para estimular a criatividade e o desenvolvimento da tecnologia. ''A Nasa só trabalha com software livre'', diz Sergio Amadeu. No Brasil, a Petrobrás utiliza programas livres para a localização de poços de petróleo. Outras empresas nacionais que também já estão migrando para o SL são a Varig, Sucos Mais, Embrapa, Carrefour e, até mesmo, o metrô da cidade de São Paulo. Segundo o presidente do ITI, entre as 100 maiores empresas do País, 78% ''já usam pelo menos um programa ou solução em software livre'', informa.
Apesar das vantagens, a dificuldade para expansão do programa está na adaptação do usuário. Além disso, há os criadores e programadores. ''Nos últimos 15 anos, tudo foi feito voltado para o Windows, o que dificulta instalar um jogo, por exemplo'', afirma Ronaldo Adriano Ramon, dono da empresa Insidesign, que trabalha com manutenção e instalação de redes em Ribeirão Preto (SP).
Quem quiser fazer uma experiência e conhecer os softwares livres pode baixar vários programas no site www.softwarelivre.gov.br.


