Curitiba Empresários paranaenses estão reunidos desde ontem em Curitiba para participar da 2 Conferência Internacional Business as Agent Of World Benefit (BAWB), um seminário que tem como meta discutir e conhecer as experiências de parcerias de sucesso realizadas entre empresários, organizações não-governamentais (ONGs) e setor público (governos federal, estadual e municipais). Ao todo serão apresentados 13 painéis com experiências realizadas em vários municípios do Paraná. Um deles mostra as atividades desenvolvidas pela Fundação Educere, criada pela empresa Cristófoli Equipamentos de Biossegurança.
A fundação é mantida pela empresa e recebe verbas federais para o desenvolvimento de pesquisas. São basicamente três frentes de trabalho: a escola, o centro de pesquisa e a incubadora de empresas. A escola atende jovens de Campo Mourão com idades entre 13 e 17 anos, comprovadamente com talento nas áreas de eletrônica, mecânica e designers. ''Fazemos uma seleção com teste teórico de matemática e português básico. De 260 inscritos, 20 são selecionados e passam a ver a teoria aplicada na prática imediatamente nos nossos laboratórios. Esses pequenos gênios é que estão criando inovações e equipamentos invejáveis em todo o Brasil'', afirmou Ater Cristófoli, proprietário da indústria de equipamentos de esterilização de produtos médicos que está instalada há 14 anos em Campo Mourão.
No Centro de Pesquisa, os alunos já colocaram em prática seus inventos. Até agora, foram requeridas seis patentes de produtos inéditos no mercado nacional. Entre eles um indicador biológico de esterilização, uma máquina para filtro de hemodiálise e uma desinfectora. ''A intenção é sempre estar gerando equipamentos na área de saúde'', pontuou o empresário. Três empresas já foram criadas por conta dos inventos que foram colocados em prática e estão sendo vendidos no mercado. Outras cinco empresas estão em fase de incubação e quatro projetos em andamento deverão gerar novas empresas. ''Estamos mudando o perfil de nossa cidade, que era essencialmente agrícola'', disse Cristófoli.
As novas empresas criadas, segundo o empresário, não representam concorrência. De acordo com ele, por conta da fundação novos investidores da Espanha e dos Estados Unidos estão querendo fazer parcerias com a empresa para o desenvolvimento de projetos. ''A fundação nos deu visibilidade no mercado internacional. Claro que tem muito de idealismo nisso também. A gente investe e contribui para o sistema produtivo local''. A fundação, que existe há quatro anos, só admite jovens interessados no projeto que estejam estudando.

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