Encontro empresarial apresenta cases de sucesso no mercado internacional
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terça-feira, 20 de novembro de 2018
Aline Machado Parodi Reportagem Local 

A sexta edição do Enit (Encontro de Negócios Internacionais) será realizada nesta terça-feira (20), às 18h30, na Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina). O evento promovido pela Acil, Instituto Mercosul e Agência Terra Roxa apresenta dois cases regionais que atuam no cenário internacional.
O encontro pretende mostrar que existem oportunidades para as empresas locais se inserirem no mercado externo. "Estamos trazendo dois exemplos distintos que têm o DNA regional e seguem essa nova vertente do mercado e assim inspirar cada vez o empresariado a fazer coisas além do corriqueiro", afirmou Alexandre Farina, diretor-executivo da Terra Roxa.
Os empresários Ary Sudan, executivo da Rondopar, empresa de Londrina fabricante e recicladora de baterias; e Paulo Henrique Costa, diretor-executivo da Organne, distribuidora de vasos ornamentais, com sede em Maringá, falarão sobre as experiências nos mercados de exportação e importação.
Costa apresentará como a gestão de alta performance, a capacitação, atitude e networking podem levar os negócios a patamares mais altos e como esse mindset influencia os negócios internacionais. "Vou fazer um link das minhas atividades de alta performance e a vida profissional", disse Costa. Ele enfatizará como o planejamento empresarial ajuda a encontrar oportunidades no mercado internacional.
"É preciso ter em mente que as coisas não são difíceis, mas também não são tão fáceis assim. Precisa ter noção do seu negócio lá fora, o processo produtivo em outros países", afirmou. Há dez anos no mercado, a Organne é considerada uma das maiores importadoras de vasos vietnamitas. A empresa está ampliando o mercado, com a abertura de canal de vendas e lojas físicas. São duas unidades: em Maringá e no Rio de Janeiro.
O empresário Ary Sudan vai contar como a indústria de baterias começou o processo de exportação lá em 1992 e o caminho percorrido até agora. "Ingressamos receosos, mas depois de duas ou três exportações vimos que é como vender no Brasil", disse Sudan. Ele disse que no início a equipe sofria com a barreira da língua, pois não entendiam o espanhol. Mas a empresa promoveu cursos e depois montou uma estrutura só para a exportação. "Contratei duas pessoas especializadas. Uma para cuidar de contratos e outra para venda", explicou. A empresa exporta para a América Latina.
Sudan afirmou que mercado internacional, além de ajudar na produtividade, traz benefícios como pontualidade e cultura de qualidade. "O navio não espera, então você não pode atrasar a produção e exportando, você também precisa manter um padrão de qualidade", comentou.
DESAFIOS
O Brasil ainda não tem uma grande participação no mercado externo, de acordo com Farina, em função uma série de fatores. "O empresário já tem o desafio de entender as peculiaridades do mercado brasileiro, que é um país com grandes diferenças culturais, antes de pensar em internacionalização", comentou o diretor da Terra Roxa.
Outros desafios são os logístico, custo Brasil e linguístico. "O mundo fala inglês e é um desafio para os empresários. Por outro lado, o Brasil é competitivo", afirmou Farina. Segundo ele, mesmo a base econômica da região sendo o agronegócio é importante e deve ser considerado como estratégico a agregação de valor da produção para conquistar margem de valor maior. "Nota-se que a região tem uma característica multissetorial, com o agro em evidencia, mas existem vários setores com competitividade e flexibilidade para se adaptar as demandas do mercado", avaliou.
A região mostra oportunidades para a cadeia de agro, principalmente no setor de alimentos; moveleira; moda; e eletro-metalmecânico. "Cada empresa tem que achar sua estratégia e seu caminho", afirmou Farina.
Na quarta-feira (21), o Enit será realizado na Acim (Associação Comercial e Empresarial de Maringá).


