Encontro debate soluções para setor
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segunda-feira, 06 de abril de 1998
Da Redação 
Empresários do setor de confecção, representantes do Sebrae, BRDE, secretaria de Indústria e Comércio e sindicatos do Vestuário de Londrina, Maringá, Cianorte e Apucarana, sindicatos de trabalhadores e universidades estão participando desde ontem de manhã de uma oficina de planejamento no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Londrina. O objetivo do encontro, que vai até amanhã, é discutir os problemas do setor e encontrar alternativas para viabalizar as empresas de confecções que estão passando por um momento difícil por causa da crisa econômica.
O presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Paraná (Faciap), Farage Kouri, que é empresário do ramo de confecções, abriu os trabalhos e mostrou alguns dos problemas que o setor vem enfrentando. Segundo Farage, o problema não está apenas na concorrência externa. Antigamente nós abríamos um confecção, produzíamos um produto e o mercado absorvia, até com uma certa facilidade. Hoje, além da recessão, enfrentamos a concorrência, por exemplo, das indústrias instaladas no Nordeste que têm tarifação diferenciada, ICMS próximo de zero e outros benefícios, disse Farage.
Segundo ele, o seminário visa discutir alternativas para as empresas. O primeiro passo é ser objetivo tanto no produto que estamos fabricando como identificando o mercado que queremos atingir. Além, é claro, de buscar tecnologia mais eficiente para melhorar nossa produção. Ele também ressaltou a necessidade das reformas tributária e fiscal e administrativa.
O ex-secretário de Turismo do Paraná, Silvio Barros, organizador da Oficina de Planejamento, explica que o evento faz parte da Feira Moda Paraná, que aconteceu no ano passado em Maringá e será realizada em setembro em Londrina. A Feira é mais do que comprar e vender equipamentos. Estamos ampliando isso buscando não só a sobrevivência mas o crescimento do setor de confecções. Segundo ele, a intenção do seminário é identificar os problemas para discutir alternativas e soluções. Se cada um quiser resolver sozinho, morreremos todos. Unidos e sabendo como agir todos serão beneficiados, afirma


