Acontece amanhã, em Terra Rica, na região noroeste do Paraná, o 23º Encontro Estadual de Sericicultores. A expectativa dos organizadores do evento é reunir dois mil agricultores familiares que se dedicam à criação do bicho-da-seda, voltada para a produção de casulos verdes. O evento é promovido pela Secreataria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), através da Emater-Pr, prefeitura municipal de Terra Rica, Fiação de Seda Bratac, Abrasseda e Feaspar.As informações são da Agência Estadual de Notícias.
Segundo o vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, o evento serve para fortalecer ainda mais esse segmento do agronegócio na região. ''No encontro os participantes vão ter a oportunidade de discutir novas ações que beneficiem o setor. Além disso, o evento vai servir para comemorar os excelentes resultados obtidos pela sericicultura paranaense'', disse, segundo o site da Agência.
Durante o encontro, será assinado projeto para a revitalização da produção de bicho-da-seda no Estado. Orçado em R$ 18 milhões, o projeto é uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Secretaria da Agricultura, Banco do Brasil, Associação Brasileira das Fiações de Seda (Abrasseda) e Federação das Associações de Sericicultores do Estado do Paraná (Feaspar). Os recursos são do Pronaf C.
''Com o projeto, esperamos o ingresso de três mil produtores na atividade. Teremos um acréscimo de 40% de participação no setor'', disse o zootecnista do Departamento de Desenvolvimento Agropecuário (Deagro), da Secretaria da Agricultura, José Carlos Zaia. Também será entregue o prêmio ao ganhador do concurso da logomarca, que será adotada pela Câmara Técnica do Complexo da Seda do Estado do Paraná.
O Paraná é o primeiro produtor nacional de casulos verdes. O Estado responde por 90% da produção brasileira. Segundo Zaia, na última safra os agricultores paranaenses produziram em torno de sete mil toneladas do produto.
No Estado, a área plantada com amoreira, usada na alimentação do bicho-da-seda, é de 21 mil hectares. ''Apesar da estimativa de uma produção 5% menor que a da safra passada, em virtude da estiagem que atingiu o Paraná no primeiro semestre deste ano, os produtores estão animados com a atividade'', explicou.
A criação do bicho-da-seda é voltada, principalmente, para a agricultura familiar. Para Zaia, os pequenos produtores conseguem com a atividade um rendimento mensal considerável. ''Um alqueire de amora, que envolve o trabalho de uma pessoa, garante entre R$ 500 e R$ 600 por mês''. Segundo o zootecnista, por não exigir muito esforço físico, a atividade atrai, cada vez mais, a mão-de-obra feminina. ''Elas estão produzindo casulos da melhor qualidade'', disse.

mockup