Encontro de Rolândia propõe piscicultura mais competitiva
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sábado, 22 de novembro de 1997
Guto Rocha Londrina 
Dorico da SilvaReconhecimentoEncontro homenageou pessoas que contribuem com a piscicultura. O jornalista João Milanez fez entrega dos troféusA adoção de tecnologia como princípio básico para melhoria da qualidade e aumento da produtividade foi eixo central do 4º Encontro Regional de Piscicultores aberto ontem de manhã em Rolândia, no Centro Esportivo Emílio Gomes. O encontro, que se encerra hoje, faz parte do Rolândia Peixe, e foi promovido pela Associação Rolandense de Aquicultores (Araqui), Secretaria de Agricultura em conjunto com Emater-PR e Prefeitura Municipal de Rolândia.
Segundo o presidente da Araqui, Jesus Maurício de Souza, a associação quer, através das palestras técnicas do encontro, proporcionar aos produtores da região acesso a informações que possibilitem redução nos custos de produção e consequentemente mais competitividade. Souza afirma que os piscicultores da região trabalham com um custo de produção de R$ 1,10/kg. Mas com adoção de tecnologia e manejo adequado é possível reduzir o custo para até R$ 0,70/kg, diz, observando que este custo já é atingido por produtores da região de Palotina.
Outro benefício que a tecnologia pode proporcionar aos produtores é o aumento da produtividade na mesma área. Segundo o médico veterinário da Emater-PR, Paulo Hiroqui, a produtividade média da região atinge entre 4 e 5 mil kg/ha/ano. Com emprego de tecnologia, o número pode saltar para até 10 mil kg/ha/ano.
A Araqui, segundo Souza, reúne 28 piscicultores numa região que abrange 25 municípios. Os associados produzem cerca de 300 mil toneladas/ano em uma área de 479 mil metros quadrados de lâminas dágua. Nesta área são criadas basicamente quatro espécies de peixes: tilápia, pacu, piauçu e carpas. Segundo a assessoria de imprensa do escritório regional da Emater-PR, na região de Londrina, que inclui Rolândia, a produção de peixes em cativeiro reúne 144 produtores em 287 hectares de lâminas divididas em 440 tanques.
Souza afirma que quase a totalidade (99%) da produção regional é destinada aos pesque-pagues. Este mercado é mais compensador, comenta. Segundo o piscicultor e doutor em aquicultura da Universidade Estadual de Londrina, Júlio Hermann Leonhardt, enquanto o produtor recebe R$ 2,00/kg de tilápia posto no pesque-pague, a indústria de filetagem paga entre R$ 1,10 e R$ 1,20/kg. A indústria paga menos porque o rendimento, no caso da tilápia, é de 35% de carne, o que encarece a industrialização e reduz a margem das empresas, comenta. Na região, segundo a Emater, não existem indústrias de filetagem.
Durante a solenidade de abertura, foram entregues troféus para personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da piscicultura em Rolândia. Foram homenageados o secretário da Agricultura, Hermas Brandão, representado pelo chefe regional da Seab, Juarez da Silva, o diretor-presidente da Emater-PR, Rogério Faucz, representado por Walter Aparecido Pegorer, e o prefeito em exercício de Rolândia, João Dário.


