Encontro de líderes tenta encontrar saída para a crise
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Folhapress 
São Paulo - Começa hoje, na cidade suíça de Davos, a maior e mais importante edição do Fórum Econômico Mundial. Maior, porque reunirá cerca de 2.500 dirigentes políticos, empresários e celebridades, além de 43 chefes de Estado e Governo, o dobro do habitual. Mais importante porque, desde a criação do encontro, em 1971, o mundo nunca esteve mergulhado numa crise econômica tão intensa como agora.
Durante cinco dias, os participantes da 39º edição do Fórum Econômico Mundial discutirão soluções para tirar a economia global do quadro de recessão generalizada, que já atingiu potências como EUA, Reino Unido, Japão, Alemanha, Itália e Espanha.
O tom de pessimismo promete dar o tom dos debates. No último dia 13, o relatório Global Risks 2009, divulgado pelo fórum, salientou que as previsões econômicas para 2009 são sombrias para a maioria dos países. O documento advertiu que os governos podem piorar a situação com seus multimilionários pacotes de resgate financeiro, em referência aos bilhões de dólares que EUA e União Europeia já gastaram para tentar reanimar a economia, até agora sem resultado.
Da publicação do relatório até hoje, novos dados desanimadores apareceram no cenário mundial. O Reino Unido confirmou oficialmente seu quadro de recessão, a China teve uma queda recorde do PIB e dezenas de empresas anunciaram o corte de milhares de postos de trabalho.
Uma pesquisa da Pricewaterhouse Coopers, divulgada ontem, apontou que a confiança dos empresários caiu para o menor nível desde 2003, quando começou a ser feito o levantamento. Dos 1.124 executivos de empresas de 50 países entrevistados, apenas 21% acreditam que os próximos 12 meses serão de lucro, número que chegava a 50% no ano passado.
Os executivos também foram mais pessimistas a respeito das perspectivas de crescimento a longo prazo, mostrando que o consenso é de uma recuperação lenta da economia. Somente 34% dos entrevistados disseram ter certeza de crescimento para os próximos três anos, contra 42% no ano passado, quando começava a se instalar uma crise que, ao final daquela edição do Fórum Econômico Mundial, muitos participantes diziam estar preparados para enfrentar.


