Com mais de 1.400 participantes em dois dias de realização, a sétima edição do Congresso Nacional Moveleiro reuniu empresários do setor, profissionais e especialistas em palestras, workshops e encontros de negócios sob o tema "repense a forma e reinvente o mercado" para falar sobre o atual momento da indústria moveleira mundial, brasileira e paranaense, inovação, tendências e consumo. O evento em Curitiba foi promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) nos últimos dias 14 e 15.

Discussões sobre inovação e ganho de competitividade, interação entre profissionais e fornecedores para enriquecer o atendimento ao consumidor final, indústria moveleira 4.0, mercados internacionais a serem explorados, soluções que impactam no mercado, tendências de consumo e outros temas permearam apresentações e painéis realizados no segundo dia do congresso. O consultor do Sebrae Elpídio Moreira Costa apresentou ferramentas para otimizar a gestão de uma empresa, com soluções e métodos estruturados para a anulação de gargalos que resultam em gastos desnecessários.

Para retomar mercados que ficaram para trás, como o Chile, e ir a países ainda não explorados pelo setor nacional, como o Reino Unido, Marcos Lelis, consultor da Abimóvel, destacou alguns atributos fundamentais para que o produto brasileiro seja competitivo. Durabilidade é um deles. "Temos um conjunto de competidores internacionais que trabalha com muita quantidade mas não durabilidade", reflete.

BAIXA PRODUTIVIDADE

Na palestra "A inovação e o ganho da competitividade para o mercado", Marcelo Prim, gerente executivo de tecnologia e inovação do Senai Nacional, apresentou o programa Brasil Mais Produtivo, idealizado pelo governo federal e executado pelo Senai, cujo objetivo é ser uma resposta ao problema da baixa produtividade da indústria nacional. Atualmente, os setores contemplados pelo projeto são moveleiro, alimentos e bebidas, metalomecânico, vestuário e calçados. Ao apresentar um case de sucesso do setor, da empresa rondoniense Rosalin, o gerente contou a história de uma empresa que, ao participar do programa, conseguiu registrar aumento de 71,4% de produtividade.


No painel "Soluções que impactam no mobiliário", a arquiteta e designer Katalin Stammer, que levou ao congresso uma casa conceito montada dentro de um container, apresentou a tendência de encolhimento dos ambientes residenciais, observada a partir dos anos 70. "[com o container] Quisemos trazer a experiência de morar em espaços pequenos, como uma ideia de repensar a forma de usar o ambiente".



Claudia Lens, designer do Senai Arapongas, acredita que o novo cenário da marcenaria, em um momento de crise não apenas no setor mas no País, exige mudança. É preciso agregar valor aos produtos. E isso se faz com inovação e criatividade. "O valor agregado para o cliente é ele receber o que imaginou da forma que imaginou, no tempo esperado por ele".


Ao encerrar a programação, Irineu Munhoz, coordenador do Conselho Setorial da Indústria Moveleira, deixou o convite para a oitava edição do Congresso Nacional Moveleiro, programada para os dias 20 e 21 de setembro do ano que vem. "Precisamos nos relacionar com objetivo de levar nosso setor adiante", conclamou. As informações são da assessoria de imprensa da Fiep.

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