Encontro começa com 3 atentados
Três atentados com artefatos explosivos, perpetrados, segundo a polícia, por grupos contrários à 15 Cúpula do Grupo do Rio, ocorreram em Santiago e na cidade de La Serena, a 420 quilômetros ao norte da capital chilena. Ninguém ficou ferido. Um dos dispositivos foi detonado à meia-noite em frente a uma agência do Banco Santiago, na periferia sul de Santiago, provocando danos leves na construção.
Quase que simultaneamente, uma bomba de ruído explodiu no interior de um restaurante da rede norte-americana McDonald's, localizado em pleno centro da capital. A explosão provocou alarme e preocupação entre os clientes e motivou a imediata ação do Grupo de Operações Especiais da Polícia. Na cidade de La Serena, uma explosão causou danos estruturais em um posto de iluminação e a destruição de um muro próximo. A detonação ocorreu nas imediações do centro estudantil da Universidade de La Serena.
A sociedade civil chilena também protestou de forma pacífica e através de cartas enviadas aos políticos que participam da 15 reunião de cúpula do Grupo do Rio. Em carta assinada por Aucán Huilcamán, líder do Conselho de todas as Terras, os povos originários chilenos fizeram ver aos 19 países que participam deste fórum que ''o processo de globalização aumentou a discriminação contra eles''. ''Observamos os rasgos coloniais dos Estados defensores da globalização'', esclareceu a carta, entregue ontem ao coordenador nacional do Chile, embaixador Mario Artaza.
O Partido Comunista chileno também entregou carta aos dirigentes latino-americanos, na qual denuncia que o processo ''é apenas favorável às multinacionais''. E pede para que ''rejeitem as receitas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial que, zelando pelos interesses das transnacionais, impõem o desmonte das conquistas sociais dos trabalhadores''.





