DivulgaçãoO presidente da Fiep, José Carlos Gomes, com empresários alemães no RioBrasil e Alemanha estão mais próximos comercialmente. Uma agenda comum, prevendo uma parceria permanente para discussões de temas diretamente ligados aos dois países, fazem parte das resoluções do encontro empresarial realizado no Rio de Janeiro. A redução das barreiras colocadas pela União Européia a produtos brasileiros, como café, suco de laranja e frango, e um esfoço conjunto para que o déficit comercial brasileiro de US$ 2 bilhões seja reduzido rapidamente são alguns dos resultados práticos desse encontro entre empresários brasileiros e alemães.
Para José Carlos Gomes Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), ‘‘esta foi a primeira vez que os empresários brasileiros puderam discutir em igualdade de condições com os alemães’’. O dirigente da Fiep faz parte da comissão mista, criada por decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso, que dará continuidade às negociações bilaterais.
José Carlos Gomes Carvalho apresentou nessa reunião com os empresários alemães as conclusões do enconttro de reafirmação do Mercosul de Córdoba (Argentina), realizada na semana passada, que deu prioridade às relações com a Europa, em detrimento da Alca-Associação de Livre Comércio das Américas. Segundo Kurt Zimmerling, diretor do Dresdner Bank Lateinamerika, ‘‘o processo de criação do Mercosul é muito semelhante ao da União Européia, seguindo passos cautelosos e firmes’’.
Investimentos tímidosO presidente da Fiep disse ainda que o interesse alemão pelo processo de privatizações no Brasil pode até trazer US$ 5 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos. ‘‘Mas isso é muito pouco levando-se em conta o volume de US$ 200 bilhões que empresas alemãs pretendem investir em todo o mundo’’, afirmou José Carlos Gomes Carvalho.
O dirigente da Fiep disse ainda que os empresários alemães reconheceram a necessidade do Brasil aumentar a sua produção, até para que mantenha seu poder de compra e possa continuar comprando os produtos daquele país. Os empresários brasileiros pretendem também sensibilizar os alemães para mudarem o tipo de investimento no Brasil. Segundo José Carlos Gomes Carvalho, nenhuma empresa daquele país participou do processo de privatização nas áreas de energia e telecomunicações sob a alegação de que suas empresas nesses setores são estatais. ‘‘Queremos que os alemães façam também investimentos de risco no Brasil, aplicando nas bolsas ou através de fundos para participação de consórcios’’, afirmou o presidente do Sistema Fiep.

mockup