SÃO PAULO - Uma renegociação de dívidas que superam os R$ 500 milhões e a contratação de novos financiamentos, cujos processos já estão em andamento, é o que a Construtora Encol está aguardando para terminar 704 prédios inacabados. O comitê de negociação formado por 38 bancos credores, tendo a frente o BCN, já começou a trabalhar, anunciou o presidente da construtora, Jorge Washington de Queiroz, salientando que a prioridade no acerto com os bancos credores é a retomada de parte das obras em 30 dias.
A retomada de obras tem o seu primeiro estágio definido para 30 dias; o segundo estágio para 60 dias; e o terceiro para 90 dias, sendo que no quarto trimestre do ano, Queiroz espera que todas as obras tenham sido retomadas de forma definitiva.
Mais R$ 90 miNos últimos dias o presidente da Encol esteve envolvido em negociações permanentes com os bancos, formando o que chamou de uma ‘‘coalizão de bancos para solucionar o problema das 704 torres paralisadas ou semi-paralisadas da Encol. O BCN foi o escolhido para liderar os bancos, apesar de o maior credor ser o Banco do Brasil’’, disse.
Além dos mais de R$ 500 milhões, a Encol tem a negociar com os bancos debêntures no valor de R$ 90 milhões, anunciou o seu presidente. ‘‘Mas sinto que há confiança por parte dos credores para que se chegue a uma boa solução. Creio que em dois anos, a Encol será uma nova companhia, que continuará a merecer a confiança de seus clientes. Hoje estamos trabalhando para que 42 mil pessoas recebam seus imóveis. É um trabalho díficil, mas que terá o seu êxito alcançado’’, explicou Queiroz, que assumiu a presidência da Encol no ínicio do ano.

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