Encol não deve escapar da falência
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quarta-feira, 03 de setembro de 1997
Agência Estado Brasília 
A crise da Encol deve ter um desfecho na próxima semana quando, em assembléia-geral extraordinária, os acionistas decidirão o destino da construtora. Com os canais com o governo praticamente fechados, os assessores do presidente da empresa, Pedro Paulo de Souza, afirmam que o acionista controlador da Encol está jogando todas as suas fichas na negociação com os grupos americanos, mediada pelo boliviano Emilio Gorriti, em São Paulo.
A convocação da assembléia-geral extraordinária para a próxima terça-feira, dia 9 de setembro, é explicada pelos assessores de Pedro Paulo como uma imposição legal. Os acionistas terão que decidir pela reformulação do Conselho de Administração para atender aos pré-requisitos da negociação ou até mesmo avaliar o pedido de autofalência, sugerido pelo governo ao presidente da empresa, afirma um assessor.
Apesar da oposição que mutuários e funcionários da Encol fazem à falência da empresa, parece que é isso mesmo o que vai acontecer com a construtora. O diretor de Crédito Geral do Banco do Brasil, Édson Ferreira, foi contundente nesse sentido. A falência é o único caminho, afirmou Ferreira. Para o diretor do BB, só com a falência será possível se chegar a um número confiável sobre as dívidas e os créditos da construtora, tarefa que, até agora, três auditorias contratadas com esse objetivo não conseguiram concluir.


