BRASÍLIA - Na próxima sexta-feira, dia 23, 38 credores bancários da Encol assinam, em São Paulo, uma acordo que prevê o equacionamento da dívida de R$ 850 milhões da empresa, além de um aporte de capital para a conclusão de 710 obras que estão paradas em todo o País. No total, o acordo, que está sendo costurado pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, prevê o aporte de R$ 1,5 bilhão à empresa e seus mutuários.
‘‘A partir do acordo, a Encol poderá normalizar suas atividades’’, garantiu um assessor do presidente do Banco do Brasil, Paulo César Ximenes. Ele explicou que o aporte de recursos previsto além da dívida já constituída não será à empresa, mas diretamente aos mutuários finais da Encol. Ou seja, pessoas que adquiriram apartamentos da empresa financiados. Para a Encol, está previsto somente o equacionamento da dívida.
Após a assinatura do acordo, que deverá ocorrer na sede do Banco do Brasil em São Paulo, estão programadas entrevistas de Ximenes e, ainda, do presidente da Caixa Econômica, Sérgio Cutolo. Isso porque as duas instituições integram o grupo de credores da Encol. A expectativa é que a Encol recupere sua credibilidade no mercado imobiliário.

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