A alta dos combustíveis tem levado o consumidor londrinense a evitar encher o tanque do carro quando vai abastecer, optando pelo consumo picado. Os postos calculam uma queda média entre 15% e 25% nas vendas. O proprietário do Posto Boa Sorte, José Antonio Lima, afirma que, além da elevação dos preços, as geadas que atingiram a região de Londrina também influenciam nas vendas do produto. ‘‘A agricultura é a base da economia, e as perdas neste setor refletem em todos as outras atividades’’, diz. Lima estima que as vendas tiveram queda próxima de 20%. Ele comercializa a gasolina a R$ 1,63/litro e o álcool a R$ 1,04/litro à vista.
O gerente do Posto Santo Expedito, Cláudio Delfino, estima uma redução ainda maior nas vendas, entre 25% e 30%. ‘‘Tá uma ‘picadeira’ que dá medo. O salário do povo está muito baixo, e não dá para encher o tanque com antes’’, comenta. Ele afirma que alguns consumidores abastecem os carros colocando até R$ 5,00 – o que dá 3 litros de combustível. O litro da gasolina no estabelecimento está custando R$ 1,63 e do álcool, R$ 1,03.
‘‘O problema é que o governo pauta a cobrança do ICMS com a gasolina a R$ 1,66, e quer que os postos tenham margem menor. Eles (governo) fazem acordos com o FMI (Fundo Monetário Internacional), e o povo que tem de bancar’’, comenta o empresário.
A corretora de seguros Maria Fernanda Oberhauser afirma que aderiu ao que os posteiros chamam de venda picada. ‘‘Não dá mais para encher o tanque como antes. Reduzi minhas saídas e quando preciso abastecer coloco R$ 10,00’’, afirma. Mas como ela depende do carro para trabalhar, outra opção é abastecer utilizando o prazo que alguns postos oferecem. ‘‘Não tem outro jeito, quanto preciso encher o tanque, pago com cheque para 60 dias’’, comenta. Neste caso, o preço da gasolina sobe para R$ 1,69.
Outro consumidor que adotou a estratégia da compra picada foi o supervisor da Zona Azul, Rogério Corcóvia. ‘‘Antes, com R$ 30,00 enchia o tanque do meu fusca. Agora coloco de R$ 5,00 a R$ 10,00’’, afirma. Corcóvia diz que também procura sempre pelos postos com menor preço. ‘‘Apesar da diferença ser pequena, como faço essa pesquisa a pé, ela acaba compensando’’.
‘‘Enchia o tanque uma vez por semana, agora só abasteço de R$ 10,00 em R$ 10,00’’, afirma o vendedor de calçados Eduardo Picoli Casarim. Outra saída para economizar é deixar o carro na garagem. ‘‘Tenho ido trabalhar a p钒.

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