Empréstimos do BRDE ao Sul chegam a R$ 671 mi
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de março de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou contratos de empréstimos no valor de R$ 671 milhões com comerciantes, empresários e produtores rurais nos três estados da região Sul no ano passado. Isso significa um crescimento de 27% em relação a 2003. O Paraná foi responsável por 34% deste valor, com um total de R$ 227,9 milhões emprestados pelo BRDE no ano passado. A maior parte dos financiamentos do banco em 2004 foram para a agricultura (setor primário), com 6.171 operações de crédito no valor total de R$ 256,4 milhões, sendo 1.519 delas no Paraná no valor total de R$ 86 milhões.
Na comparação entre os anos de 2003 e 2004, o BRDE apresentou aumento nos financiamentos em todos os setores de atividades. No setor primário, esta alta foi de 10%. No setor secundário (indústrias) a alta foi de 30%, chegando ao montante de R$ 262,2 milhões emprestados no passado. As indústrias fecharam 270 operações de empréstimo com o BRDE. J
á o setor terciário (comércio) emprestou do banco em 2004 R$ 152,4 milhões, uma alta de 60% na comparação com 2003. Foram 103 operações de empréstimo neste setor em 2004. ''Financiamos, no terceiro setor, empreendimentos que tiveram bastante crescimento no ano passado, como locais para armazenagem, supermercados e algumas pequenas hidrelétricas'', afirmou o superintendente do BRDE, Carlos Olson.
O superintendente voltou a lembrar que ''o banco é focado na micro, média e pequena empresa.'' Por isso, dos R$ 671 milhões emprestados pelo banco em 2004, 41,2% foram para esse segmento de empresas. O valor médio dos empréstimos para a agricultura ficou em R$ 42 mil, para a indústria foi de R$ 971 mil e para o comércio R$ 751 mil. No Paraná a média de empréstimos para as indústrias foi de R$ 984 mil e para o comércio R$ 1,37 milhão.
Para 2004, o BRDE tinha disponível cerca de R$ 900 milhões do governo federal. Mesmo não atingindo este valor, Olson garantiu que a média de 2004 foi muito boa. Para 2005, o valor disponível pelo governo federal é o mesmo e a meta inicial do banco é chegar a R$ 660 milhões em empréstimos. ''Essa é uma meta traçada em agosto do ano passado. É provável que feche 2005 bem acima disso'', afirmou o superintendente.


