Rio de Janeiro Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram R$ 3,791 bilhões em janeiro, com crescimento de 69% na comparação com o mesmo mês de 2004.
Segundo o BNDES, o aumento pode ser atribuído particularmente ao aumento das liberações para exportações e para os setores da indústria e da infra-estrutura.
Os empréstimos para a indústria cresceram 89% e chegaram a R$ 2,111 bilhões. No setor de infra-estrutura, as liberações ficaram em R$ 1,011 bilhão, um resultado 186% superior ao de igual período do ano passado.
Segundo o banco, o resultado sinaliza aceleração no ritmo de liberações. Neste ano, o BNDES conta com um orçamento de R$ 60 bilhões. No ano passado, o banco desembolsou R$ 40,014 bilhões.
As etapas anteriores à liberação de recursos também tiveram melhora no desempenho. Os enquadramentos e as aprovações cresceram 254% e 32%, respectivamente. Em janeiro, os enquadramentos somaram R$ 7,524 bilhões. Em igual período do ano passado, o resultado foi de R$ 2,127 bilhões.
Eles representam o primeiro nível de análise das propostas de financiamento que chegam ao banco. As aprovações chegaram a R$ 1,708 bilhão e superaram as aprovações de R$ 1,298 bilhão registradas em 2004.
Cartas-consulta O banco registrou queda de 60% na apresentação de cartas-consulta. No mês passado elas ficaram em R$ 3,572 bilhões.
O BNDES atribui a queda à diminuição da atividade empresarial durante a passagem de ano. Em dezembro, o número de cartas-consulta aumentou 121%.
Os desembolsos para exportações totalizaram US$ 623 milhões, um valor 116% superior aos US$ 289 milhões registrados em janeiro de 2004. O desembolso para pequenas empresas cresceu 11% e ficou em R$ 1,089 bilhão.
Até agora, o volume de liberações para micro, pequenas e médias empresas representou 29% do total realizado pelo banco para este ano.
O agente financeiro com maior volume em desembolsos do BNDES em janeiro foi o Bradesco, com R$ 324 milhões. Deste total, 73,3% foram destinados para micro, pequenas e médias empresas.
Os outros quatro maiores foram: Banco do Brasil (R$ 261 milhões), Safra (R$ 118 milhões), DaimlerChrysler (R$ 83 milhões) e Unibanco (R$ 74 milhões).

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