Empresas virtuais têm bons resultados
O fenômeno de compras pela internet já se mostra um ramo bilionário da economia no Brasil. Em 2009 faturou R$ 10,6 bilhões, mostrando um crescimento de 30% em relação a 2008. No Paraná, as empresas também se alinharam no avanço. O shopping virtual, Tradepar, criado em Curitiba, é um bom exemplo. Dedicado à venda de produtos eletrônicos, o portal cresceu 45% em 2009. Para o gerente de e-commerce da loja, Marcelo Alvino, um maior conhecimento da ''ferramenta internet'' e o investimento em segurança por parte das empresas virtuais credibilizaram os consumidores, que se sentem mais seguros para comprar pela internet. ''Só agora as facilidades que a internet pode gerar para a população está sendo reconhecida no Brasil. É uma questão de cultura'', afirma.
Quem também contou com uma maior adesão corporativa à internet foram as agências de turismo. ''Nossos clientes tem mais opções de planos e pacotes de viagens ao buscar esses serviços no site. Descobrem que um pacote para Buenos Aires tem o mesmo valor de um para Paris, por exemplo. Se eles vierem pessoalmente talvez não tenham conhecimento da variedade de serviços e planos dos quais dispomos'', fala a sócia-diretora Kátia Regina Grando, da Agência DKTour Turismo. A empresária avalia que a autonomia, propriedade essencial do consumidor eletrônico, é fator benéfico, especialmente para o tipo de negócio em que atua: prestação de serviços.
Carrinho eletrônico
A comodidade foi o motivo para a jornalista Cristiane Ribinski se render ao carrinho eletrônico do supermercado. Com filho recém-nascido e dedicada aos cuidados da casa, ficou um bom período sem poder sair para abastecer a despensa. Precisava de tudo na mão, ingredientes para o almoço, material de limpeza, higiene e outros produtos domésticos. Ficou tentada e recorreu ao computador. Depois de uns clicks aqui e ali, recebeu as compras na porta de casa. No entanto, confessa que foi preciso a chancela do marido para acalmar o medo de digitar dados financeiros na rede, como o número da conta, códigos de segurança do cartão de crédito, senhas e o endereço de casa.
''Se a loja física tem boas referências, virtualmente também vai agradar. Só que as maiores redes avançaram no conceito das compras pela internet, não em termos de segurança que julgo serem todas excelentes, mas na eficiência das entregas e organização dos pedidos. Virtualmente acabei aderindo a outro supermercado que não costumava frequentar'', comenta Cristiane. (A.F.)





