Empresas viabilizam cadeias produtivas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de julho de 1997
Vânia Casado Curitiba 
Albari RosaNa FiepThiensen, vice-presidente da Fiep; Clóvis Pena, diretor-geral da Seab, e Caron, do Planejamento: empresas no estudo das cadeias A entrada da iniciativa privada na discussão das cadeias produtivas de alimentos vai agilizar o projeto. Diagnóstico dos pontos de estrangulamento existentes nas cadeias do café, algodão, carnes (bovina e búfalo, suínos e aves), trigo, leite, citricultura, sericicultura e erva-mate já está em andamento. A prioridade para esses produtos foi uma das decisões tomadas ontem, em reunião na sede da Fiep, sob a coordenação de Wilson Thiensen, vice-presidente da entidade e coordenador do Conselho Temático de Agroindústria e Alimentos. Ele salientou a colaboração da iniciativa privada no fornecimento de subsídios para somar ao trabalho que já foi feito até agora pelo setor público no levantamento dos principais elos das cadeias produtivas. Participaram da reunião representantes de empresas e órgãos do setor público, do Banestado e da iniciativa privada.
Segundo Thiensen, a participação das indústrias nos estudos das cadeias produtivas vai proporcionar uma visão mais ampla sobre os gargalos existentes em cada setor. Além disso o envolvimento de todos os setores da cadeia vai permitir um consenso entre o setor produtivo e industrial, o que representa um avanço nessas relações, acrescentou.
Para discutir as propostas e sugestões que serão apresentadas daqui para frente foi criado o Fórum de Desenvolvimento, que será coordenado por Wilson Thiensen e Roland Guth, representando a Fiep. Paralelamente foram criados quatro grupos de apoio temático para o estudo das cadeias. Um deles será responsável pelo levantamento de informações sobre capacitação, profissionalização e treinamento de mão-de-obra, sob a coordenação de técnicos das secretarias da Agricultura e Planejamento.
O segundo grupo, sob a responsabilidade do Banestado e BRDE, vai levantar e identificar possibilidades de linhas de financiamento para apoiar os setores da cadeia que necessitam de investimentos. Outro grupo vai tratar de incentivos fiscais, inclusive fazendo o levantamento de benefícios existentes em outros estados para que as mesmas condições sejam pleiteadas aqui no Paraná. O grupo responsável pela tributação será coordenado pela Fiep.
Outro assunto que será avaliado por grupos temáticos será legislação e normas para que a normatização dos diversos elos da cadeia seja feita de forma transparente. Durante a reunião foi citado o exemplo da carne que é inspecionada pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal), SIP (Serviço de Inspeção do Estado) e SIM - Serviço de Inspeção do Município, sendo que os três têm o mesmo objetivo, mas cada um atua de forma diferente. A idéia é unificar os serviços semelhantes e normatizar, inclusive emitindo um selo de padrão Paraná. Esse grupo será coordenado pela Faep com o apoio do Fundepec.


