Empresas vão gerar R$ 1 bi em impostos
Empresas vão gerar R$ 1 bi em impostos
A receita, maior do que a gerada pelo ICMS das montadoras, virá de setores que vão se beneficiar do pólo automotivo
Da Redação
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O imposto adicional pago pelos setores da economia que vão se beneficiar do pólo automotivo do Paraná vai superar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) gerado pelas próprias montadoras. As projeções são do economista Wilhelm Eduard Milward Meiners, da Secretaria de Planejamento do Estado, a partir de um estudo elaborado por ele sobre os impactos dos investimentos do setor automotivo no Paraná.
Segundo Meiners, quando estiverem em plena operação, as montadoras devem gerar cerca de R$ 800 milhões por ano em ICMS. Já o incremento da atividade econômica em setores que vão se beneficiar do pólo automotivo deve produzir uma receita adicional de impostos de R$ 1 bilhão.
O imposto indireto gerado pela atividade das montadoras será, com certeza, superior ao ICMS gerado por elas próprias, afirma Meiners. O economista cita duas fontes dessa receita adicional. A primeira são os outros impostos pagos pelas montadoras e que não terão prazo de dilação para início de recolhimento, ao contrário do ICMS.
Neste caso estão tributos federais, como o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) e o IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica). Esse impostos acabam retornando aos Estados por meio do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e FPM (Fundo de Participação dos Municípios), o que significa que todos os municípios acabarão sendo beneficiados pelo processo de industrialização, mesmo sem receber novas indústrias.
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Em obrasAcima, operários trabalham na unidade da Renault, em São José dos Pinhais, que deve ser inagurada até o final do ano. Ao lado, construção da fábrica da Audi-Volks
wagen, também em São José dos PinhaisA segunda fonte é principalmente o ICMS adicional gerado pelos setores econômicos que vão ter um aumento de atividade em função do pólo automotivo.
O acréscimo virá da venda direta de produtos e serviços às empresas do pólo e também aos detentores dos empregos que o setor vai gerar.
Empregos O segmento automobilístico é o quarto maior multiplicador de empregos em todos os setores da atividade econômica. Na Alemanha, por exemplo, um em cada seis empregos depende da indústria automotiva.
Entre outros fatores, isso ocorre porque a média de salário do setor é superior ao que paga o mercado para mão-de-obra equivalente. Assim, são trabalhadores que consomem mais, garantindo com isso a geração de outros empregos.
A partir de metodologia do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o economista calculou em 74.501 o número de empregos totais gerados pelas montadoras instaladas no Paraná. Esses empregos vão estar distribuídos em 25 setores da economia paranaense, como a própria agropecuária, mas com destaque para o setor de serviços e o comércio.
Nova cultura Em seu estudo, Meiners destaca um outro ponto positivo da chegada das montadoras, esse não financeiro. Como são todas megaempresas, com braços em todo o mundo, o economista lembra que elas estão trazendo para o Estado seus métodos gerenciais e de produção industrial aplicados em escala internacional. Uma característica que tende a ser positiva para o empresariado local e, como consequência, para a economia do Estado. Surge assim uma nova mentalidade empresarial, fundamentada na busca pela eficiência, qualidade e parceria, escreve Meiners.





