Para empresários do setor de confecções, o Parque Tecnológico trará agilidade e maior rentabilidade para os negócios. Segundo o presidente do Sindicato do Vestuário do Paraná, Marcos Tadeu Koslowski, as cerca de 430 empresas produzem cerca de 2,5 milhões de peças por ano. ''Agora podemos fazer todos os testes físicos e químicos no Parque Tecnológico, antes tínhamos que fazer isso no Rio de Janeiro e até fora do Brasil'', informa.
Já o reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wilmar Marçal, a maioria dos empresários desconhece que os centros de excelência do conhecimento produzem tecnologia. ''Esta é uma via de mão dupla. O empresário vai ganhar com tecnologia de ponta criada por nossos cientistas e alunos. O consumidor, por sua vez, será o maior beneficiado'', relaciona. Segundo ele, o Estado também ganha, cria serviços e traz mais dividendos para investimentos sociais.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Mauro Viecili, destaca que os laboratórios e a certificação imediata oferecida pelo Inmetro estão atraindo empresas de fora do Estado. ''As empresas querem agilidade'', diz. Segundo ele, uma área de 126 mil metros quadrados está sendo disponibilizada para que as empresas se hospedem no Parque Tecnológico. ''Seremos o único local do Sul do país a criar e a certificar rapidamente novas tecnologias para as empresas'', pontua.
Ele informa que o Conselho Municipal de Tecnologia passará a administrar o Parque Tecnológico. ''A Secretaria Estadual de Tecnologia ficará sediada no Parque Tecnológico'', diz. Ainda em negociações, o presidente da Codel adianta que indústrias do setor metalúrgico estão ultimando negociações para participar da iniciativa tecnocientífica. (E.P.F.)

mockup