Empresas terão de refazer cálculos
O anúncio do aumento das alíquotas pegou os empresários de surpresa. Em Londrina, Gilmar Machado, sócio proprietário da Gelt, empresa de tecnologia da informação, diz que terá de refazer os cálculos para saber por qual regime optar se pelo regime normal, no qual são recolhidos 20% sobre os salários, ou se pelo sistema de desoneração. "4,5% da receita pode ser mais do que 20% sobre a folha de pagamento."
Segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a expectativa é que, com a MP, cerca de 70 mil empresas voltem para o regime normal da Previdência, pois, para elas, o sistema atual de desoneração é prejudicial. Especialistas ouvidos pela FOLHA explicam que, para algumas empresas, o recolhimento de 20% sobre a folha de pagamento no regime normal pode ser mais vantajoso, por exemplo, para empresas que têm um alto valor agregado mas que trabalham com poucos funcionários, como as empresas de tecnologia da informação. Para estas, a desoneração, foi prejudicial, e agora elas podem retornar ao regime normal.
Por outro lado, para empresas com muitos funcionários, o sistema atual de desoneração continua sendo mais vantajoso, porém, elas terão que arcar com o aumento de alíquota. "Conheço empresas para quem o modelo tradicional sobre a folha de pagamento era mais viável, e empresas para quem a desoneração é melhor, mas para estas, a alíquota mais que dobrou", afirma Jonathas Oliveira, diretor do Sindicato dos Contabilistas de Londrina (Sincolon).
A única maneira de descobrir qual sistema será mais interessante para a empresa é fazendo uma simulação, afirma Rodolfo Zanluchi, diretor financeiro da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). (M.F.C. com Agência Estado)





