O vice-presidente da Sercomtel S/A Telecomunicações, Paulo Cezar da Silva Machado, disse que a direção da empresa está analisando a possibilidade de mudar a atual forma de cobrança, que é baseada em pulsos, para minutos, a exemplo da tarifação anunciada pela Global Village Telecom (GVT), concorrente na telefonia fixa que deve entrar em operação em Londrina até o próximo dia 15.
‘‘A forma de cobrança diferenciada deve gerar dúvidas nos usuários’’, previu Machado. Atualmente, a assinatura básica da Sercomtel custa R$ 19,66, incluindo a utilização de 100 pulsos. A assinatura básica da GVT é de R$ 17,50 mas a empresa tem outras cinco formas de pagamento baseadas nos minutos falados.
Machado garantiu que a Sercomtel está preparada para enfrentar a concorrência na telefonia fixa. ‘‘Só este ano investimos R$ 20 milhões na área’’, disse. Ele acredita que a GVT terá trabalho para entrar no mercado londrinense por causa do alto índice de teledensidade (quantidade de linhas por 100 mil habitantes). ‘‘Nossa teledensidade é de 32%, enquanto a média nacional é de 21%’’, afirmou. No mês passado, a Sercomtel tinha 139.213 mil linhas fixas em serviço. A Sercomtel também quer reduzir seus custos dos atuais R$ 180 milhões para R$ 167 milhões no próximo ano.
Em Foz do Iguaçu, o total de terminais previstos para ser instalados inicialmente pela GVT corresponde a exatos 40% das linhas atuais mantidas no munícipio pela Telepar Brasil Telecom. A meta inicial da operadora é instalar 26.324 terminais telefônicos até dezembro de 2002. Hoje, a Telepar possui 65.810 clientes.
O principal centro de atendimento ao cliente da GVT está em Maringá. A operadora pretende instalar pouco mais de 13 mil linhas na cidade nos próximos dois anos, cerca de 10% do número de telefones em operação hoje. Além das tarifas, a empresa aposta na qualidade do atendimento ao cliente.
Segundo o vice-presidente de marketing da GVT, Ciro Kawamura, apenas em Maringá a operadora instalou 27 quilômetros de fibras óticas, além de torres de transmissão com investimento de US$ 16 milhões. Em infra-estrutura da rede, segundo Kawamura, a GVT está investindo US$ 550 milhões no país. ‘‘Até 2002 estaremos investindo US$ 1 bilhão no Brasil.’’
Em Cascavel, os serviços da GVT ainda não têm data certa para começar. De acordo com a assessoria de imprensa, até o próximo dia 15 de dezembro todos os serviços da empresa já estarão à disposição dos usuários.
O gerente regional de mercado residencial da Telepar em Ponta Grossa, Luiz Carlos Valle Ramos, diz que a estratégia da empresa para enfrentar a concorrente é investir na forte expansão de terminais. Hoje a cidade tem 56 mil terminais e até abril de 2001 deve ganhar outros 12 mil. O número de telefones públicos também vai aumentar, passando de 800 para 1.626.
A Telepar Brasil Telecon também vai implantar em Ponta Grossa mais duas centrais e espera acabar com a lista de espera em cinco meses. Outra iniciativa em estudo, é a implantação da internet rápida, sistema que usa a tecnologia ADSL na banda larga. A GVT está instalando seu sistema de fibras óticas e ainda não tem data definida para entrar em operação na cidade.
A Global Village Telecom (GVT) vai instalar em Curitiba 31,4 mil terminais telefônicos até o final do ano. A previsão é que este número praticamente dobre até dezembro de 2001, quando deverão estar ativados 58,1 mil. Segundo a direção da empresa, a intenção é cobrir pelo menos 70% da área da cidade até meados do próximo ano.
A escolha dos bairros onde a Telepar Brasil Telecom vai atuar foi feita conforme o nível de renda das pessoas e onde era possível instalar as fibras ópticas. A GVT levou em conta ainda os locais onde a concorrente não estava presente. A grande vantagem que a GVT apresenta é a cobertura 100% digital. (Cláudia Lopes, Alexandre Palmar, Marcos Zanatta, Gilmar Agassi, Denise Angelo e Carmen Murara)

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