Empresas telefônicas anunciam reajuste de tarifas pelo 'teto'
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terça-feira, 20 de junho de 2000
Agência Folha De São Paulo 
As empresas de telefonia fixa divulgaram ontem os reajustes que aplicarão nas contas a partir desta semana. O aumento atingiu o valor máximo (teto) permitido pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A Telefônica decidiu aumentar em 24,47% sua assinatura mensal para clientes não-residentes. A taxa atinge o limite estipulado pela agência.
No caso da assinatura residencial, o aumento foi de 19,88%. O preço do pulso local subiu 6,4%. Os contratos das empresas estabelecem o IGP-DI como índice de reajuste. Nos últimos 12 meses, a taxa chegou a 14,2%.
Cerca de 70% de nossos clientes pertencem à categoria de assinantes residenciais e não queríamos onerar mais esse segmento, que está em franca expansão, avalia Stael Prata da Silva Filho, vice-presidente de negócios de grande público da Telefônica.
As companhias não acreditam que a má notícia dos aumentos desestimule o uso do serviço. Só no ano passado gastamos mais de R$ 100 milhões em benefícios, como descontos nas tarifas, e continuaremos a fazer isso em 2000. A Embratel também confirmou as taxas de reajustes ontem no início da noite. Haverá um aumento de 11,92% nos preços das ligações nacionais, a mesma taxa informada pela Telefônica.
As empresas-espelho da Embratel e da Telefônica, que são, respectivamente, Intelig e Vésper, não podem reajustar preços ainda. Segundo regulamento da Anatel, é preciso que essas companhias estejam há mais de 12 meses no mercado para praticar aumentos. Isso não quer dizer que as empresas-espelho estejam com tarifas mais baratas.
Segundo informações que constam do site da Anatel, na Internet, há horários em que a Embratel oferece tarifas menos caras que a Intelig, e vice-versa. Isso depende do horário e destino da ligação.
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