Empresas também seriam beneficiadas, diz CUT
Curitiba - Sobre a posição dos empresários, o presidente da CUT no Paraná, Roni Anderson Barbosa, acredita que o debate com o setor, que começa a ser feito a partir de agora, poderá mudar a visão de que a redução de jornada é prejudicial aos empregadores. Dados do Dieese mostram que a redução implica em diminuição de 9% no tempo de trabalho total para as empresas.
Usando dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de 1999, que dizem que a participação dos salários no custo das indústrias era de 22%, a redução da jornada significaria um aumento de 1,99% no custo total. Índice este, que, segundo so sindicalistas, seria compensado pelo aumento de produtividade dos trabalhadores, que trabalhariam em melhores condições.
No Paraná, o movimento é comandado por cinco centrais sindicais: Central Única dos Trabalhadores (CUT); Força Sindical; Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT); Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB); e Social Democracia Sindical (SDS).
O lançamento, realizado em audiência pública ontem de manhã no plenarinho da Assembléia Legislativa, contou com representantes estaduais e nacionais das centrais. Entre os deputados, só o líder do governo na Assembléia, o deputado estadual Natálio Stica (PT) compareceu.





